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Justiça recebe denúncia e torna réu homem acusado de matar estudante em condomínio de Goiânia

A decisão foi assinada pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, da 1ª Vara Criminal da comarca.
Justiça recebe denúncia e torna réu homem acusado de matar estudante em condomínio de Goiânia. Foto: PCGO

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A Justiça de Goiás aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu Walison Ascanio Tito, acusado de matar o estudante de medicina veterinária Luciano Milo de Carvalho em um condomínio de Goiânia. A decisão foi assinada pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, da 1ª Vara Criminal da comarca.

Segundo a denúncia, o crime ocorreu em 10 de maio e teve como causa mortis asfixia mecânica por estrangulamento, provocada com o carregador de um notebook. O laudo cadavérico citado pela promotoria confirmou a causa da morte. Após o homicídio, o acusado teria se apropriado de pertences da vítima, entre eles um tênis e o computador portátil, imagens de câmeras de segurança registrando a saída do suspeito do prédio com os objetos.

O Ministério Público imputa a Walison Ascanio Tito os crimes de homicídio qualificado — por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima — e furto. Na decisão que recebeu a denúncia, o magistrado entendeu que estavam presentes os requisitos legais e apontou indícios suficientes de autoria e materialidade para dar andamento ao processo.

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Com o recebimento da denúncia, o juiz determinou a citação do réu para apresentação de defesa escrita no prazo de 10 dias. Também foram acolhidos pedidos do Ministério Público para produção de novas provas durante a instrução criminal, entre elas a elaboração de laudo de local de morte violenta e a extração de dados do celular da vítima, medidas que poderão complementar a investigação.

De acordo com a Polícia Civil, Walison conheceu Luciano pouco antes do crime e foi convidado a ir ao apartamento do estudante. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada dos dois ao condomínio no veículo pertencente à vítima. Em depoimento, o investigado teria confessado que manteve relações com Luciano e que, após se arrepender do encontro, decidiu matá‑lo por estrangulamento. A polícia afirma que o homicídio ocorreu antes do furto dos pertences.

Ainda conforme a investigação, o notebook subtraído foi vendido pelo próprio suspeito por R$ 100, valor que teria sido usado para a compra de drogas. As apurações também indicaram que Walison respondia a execução penal por homicídio, havia rompido a tornozeleira eletrônica antes do crime e tinha antecedentes por roubo e receptação.

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A defesa do acusado foi citada na decisão e poderá apresentar manifestação no processo dentro do prazo legal. A reportagem tentou contato com o advogado de Walison e com a defesa da família da vítima, mas não obteve retorno até a publicação.

A Polícia Civil e o Ministério Público seguem com as diligências determinadas pela Justiça. O processo seguirá em segredo de Justiça enquanto perdurarem diligências que possam comprometer a investigação, conforme despacho judicial.

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