Sêneca foi um destacado filósofo do império romano, cuja vida teve como base a tranquilidade e a imperturbabilidade da alma através de exercícios mentais e postura estoica conhecida como ataraxia. Ele não se prendia aos tesouros materiais, tampouco aos fenômenos passageiros. O filósofo prudente sabia da transitoriedade da existência e que agia de modo alinhado com os desígnios do alto para uma vida reta e moral. O tempo não era inimigo, tampouco era seu. Aproveitar o momento presente para a realização das obras que proporcionam paz de consciência era sua maior virtude.
Sêneca ainda nos lembra de um antigo provérbio romano: “gladiador se decide na arena”. Ou nas palavras do mestre Nazareno, é pelos frutos que se conhece a árvore. Não há ganhos prévios de desempenho, mas apenas pelo trabalho e pela edificação por meio de esforços repetitivos e da força de vontade. Os encantos da existência vêm não pela aleatoriedade e sorte, mas pelos atos de vontade da pessoa se transformar naquilo que gostaria de ser. É o embelezamento do ser por meio de seus esforços. Assim, rugas, marcas de expressão, manchas na pele retratam não a feiura corporal, mas legítima obra de arte humana viva. É a vivência do trabalho, do ganhar o pão e a vida de forma honesta e alinhada com o bem geral. Para aqueles que souberem trilhar a vida com uma conduta digna de elogios, será como aqueles que percebem que os últimos goles de vinho são os mais doces. O existir como um projeto de progresso e de realizações pessoais no bem.
Paulo Hayashi Jr. é Doutor em Administração. Professor e pesquisador da Unicamp.
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