O senador Ronaldo Caiado (DEM), candidato ao governo de Goiás, diz que consultará eleitores para decidir se deve apoiar um presidenciável, mas, que até o momento, não pretende subir em palanque com nomes da disputa ao Planalto. O DEM apoia o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, mas liberou o diretório goiano e Caiado descarta defender o nome tucano.
Já na coligação, com 12 partidos, há siglas que lançaram três presidenciáveis: PSL de Jair Bolsonaro; PDT de Ciro Gomes e Podemos de Álvaro Dias. Na convenção de domingo, inclusive, houve pedidos de votos para os três, o que levantou dúvidas sobre a posição de Caiado.
“Sou um democrata. Todos os líderes poderão defender seus candidatos à Presidência e recepcioná-los caso venham a Goiás, mas isso não inclui participação minha”, afirmou. Caiado disse que a posição, no entanto, não é definitiva e que pode tomar partido na disputa ao Planalto caso seja este o entendimento da maioria de seus apoiadores.
“A questão da disputa nacional nunca foi relevante em Goiás. É sempre secundário porque o Estado não nacionaliza a campanha. Eu vou me ocupar daquilo que o goiano está interessado sobre o Estado. E vou refletir mais adiante. Vou consultar meu eleitorado”, afirmou.
Nas redes sociais, Caiado recebe vários questionamentos sobre se subiria em palanque com Ciro Gomes, tido como um representante de centro-esquerda na disputa. Segundo informações do DEM nacional, é considerado que o partido em Goiás apoia Bolsonaro e Álvaro Dias. Mas Caiado reafirma que não pretende estar presente, até o momento, em nenhum palanque de presidenciável. “Meu partido está acéfalo. Eu lutei muito para que tivéssemos candidato e não tivemos. Então não tenho compromissos”.
Adversários de Caiado na disputa, o governador José Eliton (PSDB) e o deputado federal Daniel Vilela (MDB) têm candidatos de seus partidos ao Planalto: Alckmin e o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que é goiano, respectivamente.
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