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Caso João de Deus: MP oferece nona denúncia contra o médium por crimes sexuais e advogados do réu renunciam ao caso

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O Ministério Público de Goiás (MP-GO) ofereceu, na última terça-feira (23), a nona denúncia referente a crimes sexuais atribuídos ao médium João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus. A nova denúncia é por estupro de vulnerável e abrange seis vítimas, sendo cinco de São Paulo e uma do Rio Grande do Sul. Todos os abusos relatados teriam acontecido dentro da sala de atendimento individual, segundo o documento.

De acordo com os promotores da força-tarefa, todas as vítimas dessa denúncia apresentavam algum tipo de vulnerabilidade. O réu teria feito o “uso de seu poder e prestígio de líder espiritual, nacional e internacionalmente reconhecido, para vencer a vontade das vítimas e perpetrar as agressões.”

O número de denúncias do MP-GO enviadas ao Judiciário chegou a onze. Destas, nove são por crimes sexuais e duas por porte ilegal de arma de fogo. Além disso, uma ação civil pública está em curso para ressarcimento de danos morais causados às vítimas.

Preso desde dezembro de 2018, João de Deus negou os crimes sexuais, mas admitiu a posse de armas. O médium alega que não sabia que guardá-las em casa configurava crime. Recentemente, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) concedeu liminar que autorizava visitas regulares de médicos para acompanharem a saúde do líder religioso. A decisão foi assinada pelo juiz José Paganucci Júnior.

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No último dia 22 de julho, o médium recebeu a primeira visita de médicos particulares dentro da prisão. Porém, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) não deu mais detalhes sobre o atendimento e quando aconteceria novas visitas dos profissionais ao médium.

Após a nova denúncia oferecida pelo Ministério Público de Goiás, os advogados do médium, um total de nove defensores, anunciaram a renúncia ao cargo, na tarde desta quarta-feira (24).

A informação foi divulgada por meio de nota enviada à imprensa pelo advogado Alberto Zacharias Toron e assinada pelos demais profissionais. A defesa ficou sete meses à frente do caso e era composta, além de Toron, por Alex Neder, Luísa Moraes Abreu Ferreira, Renato Martins, Paulo Sergio Coelho, Giovana Paiva, André Perasso, Eduardo Macul e Robert Koller.

Os advogados destacaram no texto que “por imperativo ético, não podemos declinar as razões. Contudo, reiteramos nossa confiança na inocência do Sr. João.” Em outro trecho, os profissionais alegaram que “repudiamos a irreparável injustiça de manter preso preventivamente, sem os devidos cuidados médicos, um homem de 77 anos, doente, que ainda aguarda um veredicto sobre as acusações lançadas contra si. Confiamos que em um futuro breve a verdade e a Justiça sejam restabelecidas.”

João de Deus segue preso desde dezembro de 2018 no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

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Também na tarde do último dia 24, ocorreu, no Fórum de Abadiânia, uma audiência sobre o caso das armas, mas sem a presença do médium, que foi dispensada. Apesar da renúncia, os advogados ainda respondem profissionalmente pelo período de dez dias, contados a partir de ontem.

Leia a nota completa na íntegra:

“Após sete meses de intensos trabalhos, com a realização de quase uma centena de audiências de norte a sul do Brasil, bem como a impetração e sustentação oral de inúmeros habeas corpus e recursos perante o Tribunal de Justiça de Goiás, o STJ e o STF, a defesa técnica do Sr. João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, renuncia à causa. Por imperativo ético, não podemos declinar as razões. Contudo, reiteramos nossa confiança na inocência do Sr. João e repudiamos a irreparável injustiça de manter preso preventivamente, sem os devidos cuidados médicos, um homem de 77 anos, doente, que ainda aguarda um veredicto sobre as acusações lançadas contra si. Confiamos que em um futuro breve a verdade e a Justiça sejam restabelecidas”. Alberto Zacharias Toron, Alex Neder, Luísa Moraes Abreu Ferreira, Renato Martins, Paulo Sergio Coelho, Giovana Paiva, André Perasso, Eduardo Macul e Robert Koller, advogados.

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