“Não tem como colocar nas costas do prefeito a responsabilidade pela contaminação (por coronavírus). Toda esta situação terá reflexos diferentes nas eleições de cada cidade, pois cada município tem sua particularidade”. Essa é a afirmação é do presidente da Federação Goiana dos Municípios (FGM), Haroldo Naves (MDB), que aponta a queda da receita dos municípios e medidas impopulares, como o corte de gratificações dos servidores públicos, entre os pontos que terão impacto na eleição de 2020.
Segundo Naves, uma das alternativas para diminuir o problema seria a unificação das eleições para o ano de 2022. Com isso, os atuais prefeitos “ganhariam” mais dois anos de mandato. A mudança, diz o presidente, é defendida por movimentos municipalistas brasileiros há mais de dez anos e voltou à discussão diante da possibilidade de transferência da data do pleito deste ano por causa da pandemia. A expectativa é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tome decisão sobre o assunto até junho. Outra alternativa em discussão é a mudança da eleição para novembro ou dezembro.
Conforme o presidente da FGM, a transferência da eleição para o fim do ano “não resolve o problema e atrapalha o planejamento dos prefeitos que são candidatos”. “Cerca de 70% dos prefeitos goianos podem disputar a reeleição. Se tiver a mudança para novembro ou dezembro, 90% deles não vão entrar na disputa por causa de preocupação com acertos de contas e relatórios no fim do ano”, diz. Haroldo afirma ainda que a federação compreende a dificuldade de unificar o pleito em 2022 e, diante disso, a outra alternativa seria manter a eleição em outubro, que tem primeiro turno marcado para o dia 4.
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