A Polícia Militar (PM), realizou a prisão de um funcionário de uma fazenda produtora de milho, em Itaberaí, suspeito de furtar e vender os produtos a terceiros como se fossem dele. Ao total, a PM disse ter apreendido 600 sacos de milho, que representa aproximadamente 4 toneladas do produto.
A Polícia Civil (PC) não soube informar se o suspeito apresentou advogado de defesa e a reportagem não conseguiu localizar a defesa para se manifestar acerca da prisão.
O delegado que investiga o caso, Kleber Toledo, disse que o funcionário foi preso por furto, mas deve ser indiciado, ao final da investigação, por apropriação indébita e disposição de coisa alheia como própria, uma modalidade do estelionato.
A PC identificou três pessoas como receptadoras da carga, mas não foram presas porque não sabiam que os produtos adquiridos eram furtados. Além disso, ainda pagavam o valor de mercado no saco de milho, segundo Toledo.
“Ele trabalhava na fazenda há cinco anos e foi preso na última segunda-feira. Ainda estamos avaliando a participação real dos receptadores para saber se serão indiciados”, explicou Toledo.
A PM avistou o caminhão da fazenda descarregando sacos de milho nos fundos de uma borracharia e suspeitaram da atitude. Durante a abordagem, o suspeito teria admitido que o produto que estava vendendo era furtado.
Patrão não sabia
Conforme o aspirante da PM, Claudino Leal, o dono da fazenda não sabia que o seu produto era furtado e vendido pelo funcionário.
“Ele trabalhava desde 2015 com carteira assinada nessa fazenda e o patrão não desconfiou que estava sendo furtado. O produto foi recuperado e devolvido ao proprietário legal”, disse Leal.
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