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Operação Falsas Intenções

Em Uruaçu, PC investiga vereadora de Uruaçu suspeita do fornecimento de remédios de forma fraudulenta

Principal suspeita é de que crimes tenham sido realizados com o objetivo de comprar votos, durante as eleições municipais de 2020. Dois médicos também são investigados na ação.

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A Polícia Civil (PC) cumpriu na manhã desta quinta-feira (25) dois mandados de busca e apreensão, na casa e no gabinete de uma vereadora, na Câmara Municipal de Uruaçu. A parlamentar e dois médicos são investigados pela suposta emissão de guias médicas e fornecimento de medicamentos controlados de forma fraudulenta. O cumprimento dos mandados foi realizado durante a Operação Falsas Intenções, deflagrada pela Delegacia de Polícia (DP) do município.

Conforme o delegado Fernando Martins, responsável pela apuração, a vereadora, com auxílio de dois médicos não credenciados na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), teriam emitido guias médicas de forma indevida, a diversas pessoas na cidade.  “Recebemos notícias e investigamos irregularidades no encaminhamento de pessoas para o SUS aqui da rede municipal, tendo em vista que essa vereadora captava pacientes, que sequer eram levados aos médicos para fazer esses atendimentos. Ela também fornecia medicamentos sem a autorização legal”, disse.

Em um dos casos, os suspeitos teriam indicado um problema na próstata para uma paciente do sexo feminino. A situação foi comprovada por meio de um documento encaminhado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e pela Secretaria Municipal de Saúde de Uruaçu. “Uma das guias, fornecida por um médico aqui da região, indicava que a paciente, uma mulher, teria um problema de hipertrofia prostática, e nós sabemos que a glândula da próstata é eminentemente masculina, o que dá a entender e nos faz crer que esse atendimento não existiu”, pontuou.

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Durante as buscas, foram apreendidos diversos remédios de uso controlado, computadores e guias de encaminhamento do SUS. A principal suspeita, de acordo com o trabalho investigativo, é de que as fraudes ocorriam com o objetivo de angariar votos, durante as eleições municipais de 2020. “Era uma captação de sufrágio. Ela estava ganhando votos e foi uma das mais bem votadas no pleito municipal, que se passou no ano passado, como vereadora do município”, informou.

Os investigados respondem, no inquérito policial, pelos crimes de falsidade ideológica, associação criminosa e por fornecimento ilegal de medicamentos. Ao todo, 20 policiais civis participaram da Operação Falsas Intenções, que teve o apoio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) e da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Uruaçu, do Grupo de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Niquelândia e da Delegacia de Polícia (DP) de Mara Rosa.

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