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Estado poderá registrar mais de 18 mil óbitos em setembro se não reverter índice de isolamento social

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O governador Ronaldo Caiado (DEM) participou, na manhã desta segunda-feira (29), de uma reunião por videoconferência com epidemiologistas e prefeitos de todo o Estado. A ideia é discutir novos passos para prevenção e combate à Covid-19 (novo coronavírus).

Quem iniciou a apresentação foi o professor Thiago F. Rangel, da Universidade Federal de Goiás (UFG) que apresentou, durante sua fala, a estimativa de impacto populacional da doença em Goiás. Segundo ele, o isolamento social reduz transmissão da Covid-19 e é uma ferramenta importante para entender a velocidade do avanço da transmissão.

“Inquéritos populacionais mostraram que em 16/05 Goiânia tinha 0,7% de infectados, já em 06/06 temos 2,1% de infectados”, disse o especialista que estimou, em seguida, quantos óbitos teremos caso o Estado continue como está.

“Goiás tem sido o estado com menor isolamento social e estamos começando a sentir os efeitos disso, é um número de óbitos inaceitável. Chegaríamos no final de setembro com 18 mil óbitos, esse número é absolutamente inaceitável e a primeira mensagem é essa: deixar como está é impossível e imoral”, considerou.

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Em outro trecho da apresentação o especialista lembrou que atualmente a capital conta com 300 pessoas em UTIs e 600 pessoas internadas. “Essa demanda deve praticamente duplicar nos próximos 15 dias. Precisaremos do dobro de leitos, assumindo que não conseguiríamos hospitalizar o dobro de pessoas e teríamos um colapso hospitalar entre 8 e 15 de julho”, disse o professor.

Para ele, Goiás precisará de “pulso firme” se quiser, de fato, conter o avanço da doença no Estado. Ele disse que, apesar de amargo, a diferença entre a abertura e o fechamento total de todas as atividades – lockdown – pode representar uma diferença de 13 mil mortes. “É como se o município de São João da Aliança inteiro perdesse a vida”, pontua.

 

Alternância

Diante desse cenário, o especialista propõe uma alternância de 14 dias de fechamento mais intenso e 14 dias mais aberto até setembro. A ideia é garantir que os hospitais não colapsem. Alguns municípios não precisariam e outros precisam de mais de 14 dias.

“Um fechamento desse tipo é mais eficiente em termos de óbitos e economia pois fica 50% do tempo fechado e salva 61,5% das pessoas que poderiam ser salvas, ou seja, 8.360 pessoas. Temos que sair da dicotomia economia e salvar vidas. O isolamento visa evitar que uma pessoa infectada não encontre uma pessoa saudável. Outros países fizeram um isolamento cirúrgico ou rastreamento de contato, não funciona sem o aumento do isolamento pois o número seria muito alto mas no modelo de alternância seria interessante”, concluiu. Da Redação com JO

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