Nesta quarta-feira (3), uma clínica de reabilitação clandestina foi fechada, por ser suspeita de manter 32 pacientes em cárcere privado na zona rural de Anápolis. A ação realizada em conjunto pela do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) com a Polícia Civil (PC), sendo preso na ocasião um dos coordenadores do local, que operava sem alvará de funcionamento.
Conforme informações, todas as vítimas são homens que possuem transtornos mentais ou dependência química.
Em 2024, três locais do tipo foram interditados em operações nas cidades de Aparecida de Goiânia, Hidrolândia e Anápolis. Ao todo, 103 internos foram resgatados entre fevereiro e abril.
A operação desta quarta-feira ocorreu após denúncias anônimas enviadas para à PC e para a Vigilância Sanitária. Os internos do local estavam em situação insalubre e desumana, segundo o MP, apresentando lesões e com sarna.
De acordo com as autoridades, há suspeita de que os internos que sofrem com surtos eram amarrados, devido às marcas nos calcanhares dos pacientes. Eles foram encaminhados para unidades de pronto atendimento pela falta de apoio médico no local.
Os resgatados serão entregues aos familiares e, os que possuem parentes em Anápolis, deverão ser encaminhados para rede de atenção psicossocial.
O MP-GO informou que o local já foi interditado anteriormente, mas mudou de administração e voltou a funcionar de forma irregular. Os proprietários da clínica são procurados pela PC. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
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