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Operação Sócio Oculto

Municípios Goianos empenham quase R$ 100 milhões para empresas investigadas pelo MP-GO por fraude de licitações

Em entrevista coletiva o promotor Juan Borges de Abreu, disse que as empresas já atuaram em mais de dez cidades goianas, mas inicialmente o trabalho terá foco em Alto Paraíso, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Uruaçu e Nerópolis.

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Cerca de 20 empresas estão sendo investigadas pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), por suspostamente estarem envolvidas na fraude de licitações e desvio de recursos públicos em municípios goianos. O promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Juan Borges de Abreu disse, nesta terça-feira (6), em entrevista coletiva, que as empresas já atuaram em mais de dez cidades goianas, mas inicialmente o trabalho terá foco em Alto Paraíso, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Uruaçu e Nerópolis.

De acordo com o promotor, a verba pública empenhada para as empresas investigadas soma quase R$ 100 milhões. O Gaeco ainda fará análise dos contratos para identificar quais licitações foram fraudadas. Os processos investigados são referentes a obras de engenharia. Entre os exemplos citados por Juan estão praças, ginásios, cemitérios e asfalto.

A investigação culminou na Operação Sócio Oculto, deflagrada pelo MP-GO nesta terça. Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 34 de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Nerópolis, Senador Canedo, Santo Antônio de Goiás, Alto Paraíso de Goiás, Uruaçu, Rubiataba, São Paulo e Brasília. Um dos presos foi liberado após o entendimento de que não representava risco para a busca por provas.

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Juan explicou que os envolvidos participavam dos processos de licitação com empresas de fachada e reais. Na estratégia, uma instituição dá o lance mais baixo e as outras acompanham com lances próximos com o objetivo de não destoar dos outros concorrentes. No caso de licitação carta-convite, apenas as empresas envolvidas no esquema participavam.

“Neste primeiro momento, estamos apurando fraudes em alguns municípios, mas não quer dizer que a gestão atual tenha participação. Boa parte das gestões mudaram na última eleição e estão colaborando com a investigação”, disse o promotor. Entre os investigados há servidores públicos e empresários. Existem, segundo o MP-GO, casos de envolvimento familiar entre os investigados. Os nomes não foram divulgados.

A investigação começou em 2018 e o MP-GO já identificou crimes como fraude a licitação, organização criminosa e peculato. O grupo ainda trabalha com a possibilidade de lavagem de dinheiro. Juan diz que há coincidência da participação das empresas em licitações desde 2013, mas a Sócio Oculto se concentra em casos entre os últimos seis e cinco anos.

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