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Super El Niño pode causar 451 mil mortes por calor no mundo até fevereiro; Brasil é o 5º país mais afetado, com 13,3 mil óbitos previstos

Os quatro países à frente do Brasil são Nigéria (31,3 mil mortes), Indonésia (19,3 mil), Sudão (17,4 mil) e Índia (15,7 mil), segundo dados citados no relatório e em reportagens que o repercutem.
Imagem gerada por IA

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Um relatório do Climate Impact Lab, ligado à Universidade de Chicago (EUA), divulgado nesta quarta-feira (23), projeta que o atual “Super El Niño” deve provocar 451 mil mortes adicionais por calor extremo no mundo até fevereiro de 2027. O estudo coloca o Brasil na quinta posição global, com estimativa de 13,3 mil mortes, atrás apenas de Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia.

As projeções referem-se ao período entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027 e consideram o excesso de mortalidade associado a dias de calor extremo intensificados pelo fenômeno climático. O relatório destaca que, além dessas mortes diretamente ligadas ao calor, o El Niño também tende a agravar secas, incêndios florestais e inundações, embora esses impactos não estejam incluídos no total de 451 mil óbitos.

Brasil é o mais afetado da América do Sul

No ranking divulgado pelo Climate Impact Lab, o Brasil é o país mais afetado da América do Sul e o quinto no mundo em número estimado de mortes por calor relacionadas ao Super El Niño. A previsão é de cerca de 13,3 mil mortes adicionais no país no período analisado, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à adaptação ao calor extremo, especialmente em grandes centros urbanos e regiões já vulneráveis.

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Os quatro países à frente do Brasil são Nigéria (31,3 mil mortes), Indonésia (19,3 mil), Sudão (17,4 mil) e Índia (15,7 mil), segundo dados citados no relatório e em reportagens que o repercutem.

O que é o “Super El Niño”

O episódio atual recebe o apelido de “Super El Niño” porque os modelos climáticos indicam que pode ser um dos mais intensos desde 1997, com aquecimento anômalo forte das águas do Pacífico equatorial. Esse aquecimento altera os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta, aumentando a frequência e a duração de ondas de calor, o que eleva o risco de mortes por causas cardiovasculares, respiratórias e outras associadas ao calor intenso.

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