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Ministério Público investiga ‘frota de luxo’ com 160 carros no nome da diocese de Formosa

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O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) está investigando uma “frota de luxo” com 160 carros registrados em nome da diocese de Formosa. Segundo o órgão, o documento foi apreendido durante a Operação Caifás, que apura desvio de R$ 2 milhões da Igreja Católica e prendeu nove pessoas, entre elas, quatro padres, o bispo e o juiz eclesiástico da região.

O promotor responsável pela investigação, Douglas Chegury, informou que há na lista carros de até R$ 100 mil e a maioria dos veículos é nova.

“Muitos são caminhonetes, carros novos. São CRV, S10, Hilux, Ford Ranger. A gente imaginaria que seriam carros mais simples. Vamos solicitar para o Detran todas as informações de cada um daqueles carros. Qual modelo, se tem multa, nome de quem etc.”, afirmou.

A suspeita do promotor é que os carros eram vendidos, mas os novos donos não faziam a transferência do veículo para não precisarem pagar impostos. O MP-GO também quer apurar se o valor pago pelos veículos entrava na conta da diocese ou não.

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“Não estão todos no pátio da cúria. É muito carro. Com certeza, muitos foram vendidos, estão com terceiros, sem ligação da igreja, mas não foram transferidos. Outra consequência é que veículo de igreja não paga imposto”, completou.

Investigações do MP-GO apontam que o grupo teria comprado uma fazenda, carros e uma casa lotérica com recursos desviados. A operação foi batizada de Caifás e culminou com apreensões em Formosa, Posse e Planaltina.

Ao todo, foram apreendidos R$ 148 mil, incluindo dólares e euros, além de outros bens, como cordões de ouro e relógios. A Justiça bloqueou ainda R$ 388 mil da conta do padre Waldson José de Melo.

Do total apreendido, R$ 90 mil estavam escondidos no guarda-roupas do monsenhor Epitácio Cardozo Pereira, segundo na hierarquia da diocese.

A investigação aponta ainda que padres de Formosa, Posse e Planaltina pagavam ao bispo de Formosa, Dom José Ronaldo, para que fossem mantidos em paróquias mais lucrativas. O valor mensal da “mesada” variava entre R$ 7 mil e R$ 10 mil.

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“As informações que nós obtivemos é que, para permanecer nas paróquias que davam mais dinheiro, os padres pagavam uma mesada, em dinheiro, ao bispo. Um pároco, que contribuiu com as investigações, inclusive, chegou a ver esse repasse”, disse o promotor Douglas Chegyry.

Informações: G1

 

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