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operação Nabucodonosor

MP-GO apura fraude em contrato de R$ 4 milhões da Saneago no entorno do Distrito Federal

O promotor de justiça responsável pela operação, Douglas Chegury explica que as investigações começaram por uma fraude em licitação em Formosa. A princípio, o que se apurava eram contratos celebrados pela prefeitura da cidade, entre 2021 e 2022, para locação de caminhões, no valor de R$ 1 milhão.

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O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) através da 3ª Promotoria de Justiça de Formosa deflagrou nesta sexta-feira (16), a operação Nabucodonosor, que apura fraudes em licitações no entorno do Distrito Federal. No total, 15 mandados de busca e apreensão foram expedidos além de dois de prisão preventiva e a suspeita é de que contratos que totalizam R$ 5 milhões tenham sido firmados de maneira fraudulenta. Um dos contratos, de R$ 4 milhões, foi fechado entre a Saneago e a empresa Senda para fornecimento de água potável por caminhões-pipa nos municípios de Novo Gama, Padre Bernardo e Águas Lindas.

O promotor de justiça responsável pela operação, Douglas Chegury explica que as investigações começaram por uma fraude em licitação em Formosa. A princípio, o que se apurava eram contratos celebrados pela prefeitura da cidade, entre 2021 e 2022, para locação de caminhões, no valor de R$ 1 milhão. O avanço da investigação – que contou, inclusive, com interceptações telefônicas – revelou também um contrato fraudulento firmado pela Saneago para fornecimento de água potável por caminhões-pipa em Novo Gama, Padre Bernardo e Águas Lindas.

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Durante seis meses de investigações, o MP-GO identificou o que classificou como “um sofisticado esquema de fraude a licitações que contou com o emprego de ‘laranjas’ no registro de empresas e uso de documentação falsa”. Os investigados são as empresas Senda Indústria Comércio Serviço e IGM Locação de Veículos e Prestação de Serviços, além de empresários ligados ao ramo. Os mandados de prisão preventiva foram expedidos contra dois deles.

A decisão judicial, além das medidas que permitiram a operação, também determinou a suspensão de execução de contratos e de pagamentos pelo Poder Público a essas empresas e empresários, incluindo a proibição de contratação.

Apoio na operação
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPGO), a Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI/MPGO) e a Polícia Civil deram apoio operacional à operação.

Saneago
Procurada, a Saneago informou que ainda não foi notificada e disse, em nota, que está inteiramente à disposição das autoridades para prestar toda a colaboração necessária às investigações. “A Saneago implantou e tem priorizado a execução das melhores práticas de governança e compliance. Tanto é que, na atual gestão, em qualquer contrato, o procedimento padrão é a apuração imediata após qualquer denúncia”, afirmou o documento.

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Prefeito de Formosa
Prefeito de Formosa, Gustavo Marques disse que não vai se pronunciar até o fim dos processos e que não tem envolvimento com as práticas.

A nossa reportagem entrou em contato com as empresas e não teve êxito. O espaço está aberto.

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