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Justiça

Sócios da WePink, de Virginia Fonseca, entram em inquérito sobre lavagem de dinheiro ligada à ‘Japa do PCC’

Samara Pink e Thiago Stabile, fundadores da Pink Lash em 2017, tiveram sociedade com Karen Mori na empresa
Sócios da WePink, de Virginia Fonseca, entram em inquérito sobre lavagem de dinheiro ligada à ‘Japa do PCC’. Foto: Reprodução

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A Polícia Civil de São Paulo incluiu os empresários Samara Martins, conhecida como Samara Pink, e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca na marca de cosméticos WePink, em um inquérito que investiga suspeita de lavagem de dinheiro relacionada a Karen de Moura Tanaka Mori, a “Japa do PCC”.

O inquérito apura se Mori, presa em 2024 por lavagem de dinheiro e hoje sob medidas cautelares, usou recursos originados do tráfico de drogas para investir em empresas de fachada, negócios imobiliários e do setor de beleza, entre elas a Pink Lash, rede de estética que antecedeu a WePink.

Samara Pink e Thiago Stabile, fundadores da Pink Lash em 2017, tiveram sociedade com Karen Mori na empresa. Ela teria aportado R$ 800 mil na abertura da primeira unidade e, em entrevista à revista piauí, afirmou que o casal sabia da origem do dinheiro.

A WePink, marca de cosméticos lançada em 2021 com Virginia Fonseca como sócia e principal rosto, foi criada após o encerramento da sociedade na Pink Lash. A investigação atual foca nos negócios anteriores dos sócios, mas busca esclarecer se recursos usados na expansão da empresa naquela época podem ter origem ilícita, o que, em tese, poderia ter impacto indireto na estrutura que depois originou a WePink.

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Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Coaf apontaram movimentações atípicas em contas vinculadas a Virginia e a empresas do grupo, incluindo a WePink, o que levou a Polícia Federal a investigar suspeitas de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro.

Em nota, a WePink afirmou que foi fundada em 2021 de forma independente, sem vínculo com a Pink Lash, “a exceção dos dois sócios de Virginia”, e que a relação de Mori com os sócios ocorreu “exclusivamente no âmbito da Pink Lash”. A empresa diz ter estrutura própria, governança, auditoria independente e atuação regular.

Até o momento, não há provas públicas de que Virginia Fonseca tenha participado de irregularidades ou tivesse conhecimento sobre o histórico da ex-sócia de seus parceiros.

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