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Operação RedeX

Veja como funcionava o esquema de grupo suspeito de fraudar mais de R$ 11 milhões no seguro-desemprego em GO e mais quatro estados

O grupo propunha que os funcionários emprestassem suas senhas para que outras pessoas cometessem as fraudes.

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Uma investigação da Polícia Federal (PF), descobriu como suspeitos fraudaram mais de R$ 11 milhões de seguro-desemprego em Goiás e mais quatro estados.

As investigações da denominada Operação RedeX tiveram início em outubro de 2022 após o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) identificar a liberação irregular de inúmeros benefícios do seguro-desemprego.

Modo de agir

Conforme a PF, o grupo criminoso recrutava servidores públicos vinculados ao Sistema Nacional de Emprego (Sine), prometendo propina para eles inserirem informações falsas no sistema do o Ministério do Trabalho.

Em seguida, o grupo propunha que os funcionários emprestassem suas senhas para que outras pessoas cometessem as fraudes. Após os servidores aceitarem a proposta, as parcelas indevidas do seguro-desemprego eram pagas a laranjas, que repassavam parte do valor aos criminosos.

A Superintendente regional do Trabalho, Sebastiana Batista, informou que a fraude foi descoberta após um servidor do Sistema Nacional de Emprego (Sine) ser abordado pelo grupo e se negar a participar do esquema.

“Um funcionário do Sine quem fez a denúncia ao MTE, ele foi abordado para participar da fraude mas se negou e denunciou ao superior que repassou a denúncia ao ministério do trabalho e emprego, conta Sebastiana”.

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As investigações

Nesta quarta-feira (4), a PF cumpriu 21 mandados judiciais expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal de Goiânia, sendo sete mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Jataí, Cuiabá (MT), Sinop (MT), Macapá (AP), Parauapebas (PA), Redenção (PA) e São Luís (MA).

Em Jataí um servidor público temporário foi alvo de mandados de prisão e busca e apreensão.

Segundo o delegado da PF, Mario Sérgio Ribeiro de Oliveira, agora, o objetivo é chegar aos servidores e aos laranjas do esquema.

O grupo está sendo investigado por estelionato, corrupção ativa, inserção de dados falsos em sistema de informações e associação criminosa. Os nomes dos presos não foram divulgados e desta forma a nossa reportagem não localizou a defesa dos mesmos.

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