O ex-presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes, teve duas prisões preventivas revogadas pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) em decisões liminares recentes, no contexto da Operação Regra Três.
A quarta fase da operação, deflagrada pelo Gaeco do MPGO em 5 de fevereiro de 2026, investiga fraudes em licitação para concurso público da Câmara, com suspeitas de manipulação para beneficiar o Instituto Delta Proto, ligado ao delegado Dannilo Proto. Idelson Mendes, então presidente do Legislativo, foi preso preventivamente junto a servidores e advogados, por indícios de produção de documentos falsos e desvios via taxas de inscrição.
Uma prisão adicional ocorreu em flagrante por posse de arma de fogo, mas ambas foram consideradas excepcionais pelo TJGO, sem fundamentação concreta.
Decisões Judiciais
O TJGO revogou as prisões e impôs medidas alternativas: afastamento do cargo público, proibição de contato com investigados e impedimento de acesso à Câmara Municipal. A defesa, liderada pelo advogado Roberto Serra, argumentou que prisões preventivas demandam necessidade comprovada, não presunções genéricas.
O caso expõe irregularidades em mais de 40 licitações em Rio Verde, com prejuízos estimados em milhões, incluindo contratos anulados pelo Tribunal de Contas dos Municípios. A defesa planeja contestar o mérito das acusações na fase de instrução processual.
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