O Brasil está à beira de uma nova greve de caminhoneiros antes do fim da semana. A decisão ganhou força em assembleia na segunda-feira (16), que aprovou a paralisação. Lideranças estaduais agora buscam uma data unificada para o protesto, motivado pela escalada nos preços do diesel nas últimas semanas.
Alta do diesel impulsiona o movimento
Dados da ANP mostram que o diesel S-10 subiu mais de 7% na primeira semana de março, atingindo R$ 6,90 por litro em média. O aumento reflete a alta do petróleo internacional, agravada pelo conflito no Oriente Médio. O governo federal cortou tributos para conter a pressão, mas o impacto foi pequeno. Em seguida, a Petrobras aplicou reajuste de 11,6% nas refinarias. Para a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, o preço ainda está abaixo da paridade global, sinalizando risco de novas elevações.
Frete atualizado, mas fiscalização faz falta
A ANTT elevou a tabela de pisos mínimos de frete em 7% na sexta-feira (13), ativada por lei após variação superior a 10% no diesel – que chegou a 13%. Wallace Landim, presidente da Abrava, critica a medida como insuficiente sem fiscalização rigorosa. “O autônomo está pagando para trabalhar”, afirma. A categoria também cobra o travamento eletrônico da planilha de custos mínimos e isenção de pedágio para caminhões vazios – prioridade maior que zerar PIS/Cofins no diesel, segundo ele.
Paralisação voluntária, com risco de escalada
Os caminhoneiros planejam evitar bloqueios de rodovias, focando em uma paralisação voluntária: ficar em casa sem carregar, para conscientizar a classe. Sem avanços nas negociações, however, uma radicalização não está descartada. A Casa Civil se reuniu com líderes esta semana, mas sem acordo até agora.
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