Entidades de direitos humanos goianas perderam na Justiça a chance de reviver ação por câmeras nas fardas de policiais militares em Anápolis. A 5ª Câmara Cível do TJ-GO manteve recusa para que atuem como assistentes em processo arquivado após desistência do MP-GO.
Tudo começou com ACP do MP em agosto de 2022, pedindo body cams e medidas contra letalidade policial – que matou 25 pessoas em Anápolis só em 2024, segundo dados oficiais. Liminares favoráveis em 2023 e 2024 foram derrubadas pelo Estado. Em junho de 2025, improcedência confirmada.
Procurador-geral Cyro Terra desistiu de recurso ao STJ em outubro de 2025, gerando críticas no MP e petição de 15 advogados de entidades antes do trânsito em julgado. Desembargadora Mônica Cezar Moreno Senhorelo negou em fevereiro por prazos processuais. Câmara referendou: MP tem autonomia; terceiros não sub-rogam.
Acórdão reconhece causa “estrutural” de relevância social, mas barra supressão de regras como coisa julgada. “Prerrogativa do Parquet não se confunde com abandono”, afirma.
Comitê Dom Tomás Balduino, Associação Cerrado e Instituto Devir Social criticam vácuo do MP: “Câmeras previnem abusos, reduzem letalidade e restauram confiança, como em outros estados”. Alertam para obrigações internacionais do Brasil em fiscalizar uso da força estatal.
Você tem WhatsApp? Entre em um dos canais de comunicação do JORNAL DO VALE para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens, clique aqui
JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com
Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192














































