Elaine Dias da Silva Matos e Wilker da Silva Esteves, suspeitos de estuprarem uma bebê de 1 anos 8 meses, após a mãe notar ferimentos nas partes íntimas da criança, tiveram a prisão mantida pelo Poder Judiciário após passarem por audiência de custódia neste domingo (1º), em Goiânia.
O casal foi preso em flagrante na sexta-feira (30). A mãe da bebê, Kandice Batista Alves da Veiga Jardim, contou que a babá levou a menina para a casa dela sem autorização e, quando foi buscar a filha, a menina a agarrou fortemente, como se estivesse com medo. Um laudo apontou “presença de lesão compatível com ato libidinoso”.
No dia da prisão, a delegada Adriana Fernandes explicou que não há dúvidas da existência do crime e que a Polícia Civil pediria à Justiça que mantivesse a prisão dos dois.
“O homem não disse nada. A mulher disse que foi dormir com a bebê na cama não viu nada, acordou com ela chorando pedindo para mamar. As lesões são muito graves e notórias”, disse a delegada Adriana Fernandes.
Prisão preventiva
O juiz de direito plantonista, Luis Flavio Cunha Navaro realizou a audiência de custódia do casal neste domingo (1º) e ao analisar a possibilidade da manutenção da prisão dos suspeitos, com o parecer pela homologação da prisão em flagrante e pela conversão da prisão em preventiva, o magistrado converteu as prisões do casal em prisão preventiva.
Denúncia
A mãe da menina contou que, na quinta-feira (29), recebeu a notícia de que a sogra, que tinha problema de saúde, tinha entrado em coma em casa e foi à casa dela junto com o marido. A babá, então, ficou cuidando da bebê e na companhia mais velha do casal, de 18 anos.
Ao retornar para casa, viu que nem a filha mais nova e nem a babá estavam lá. A filha mais velha, então, disse que as duas estavam na casa da suspeita e achou que a mãe tinha sido avisada.
“Quando eu peguei minha filha, vi que ela estava com um machucado na testa e ela me abraçou como se tivesse pedindo ajuda. A babá falou que a marca era picada de pernilongo”.
“Cheguei em casa e fui trocar a fralda, ela fechou as perninhas e começou a chorar. Quando eu abri, vi que estava muito vermelho, muito machucado”, contou a mãe.
Ao perceber os ferimentos, Kandice levou a filha a uma unidade de saúde. Os médicos confirmaram que as lesões tinham característica de abuso sexual e orientaram que ela fosse ao Instituto Médico Legal (IML).
O laudo aponta na conclusão que “não houve conjunção carnal”, mas afirma a “presença de lesão de origem traumática compatível com ato libidinoso”.
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