Saúde

Dr. Fabiano Moura

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O inverno e as infecções respiratórias

Estamos chegando no inverno e é comum o aumento no número de casos de problemas respiratórios. As doenças respiratórias que guardam relação com mudanças climáticas são, na maior parte das vezes, as infecciosas, causadas por vírus (inclusive o coronavírus) e, em segundo lugar, por bactérias. Os vírus são responsáveis pela gripe e pelo resfriado, enfermidade que apresenta sintomas parecidos aos da gripe, mas com intensidade menor.

Os fatores responsáveis pelo maior desenvolvimento de vírus e bactérias nessa época do ano são diversos. No inverno as alergias respiratórias pioram muito devido às infecções virais frequentes, ao aumento da poluição ambiental, às constantes e bruscas mudanças climáticas, ao ar seco e ao fato de que casacos e cobertores são retirados dos armários depois de muito tempo guardados.

Existem muitas iniciativas que podem reduzir a possibilidade de contágio, a começar pela higiene ambiental. Vivemos cerca de 90% a 98% de nossas vidas dentro de um ambiente fechado, e 40% dentro do quarto. Alguns cuidados que devemos ter: manter padrões de limpeza adequados, evitar excesso de umidade, lavar agasalhos e cobertores antes de usar, não deixar animais dentro de casa, retirar dos cômodos livros ou almofadas que acumulem poeira, evitar cigarro no ambiente doméstico e se vacinar contra a gripe.

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Diferentemente da gripe, que conta com uma vacina que reduz bastante a possibilidade de infecção, os resfriados são causados por pelo menos 200 vírus diferentes, e outras formas de prevenção devem ser adotadas: higiene das mãos desinfetar as superfícies tocadas frequentemente (torneiras, cobertores) com um desinfetante comprovadamente efetivo, evitar creches com aglomeramento de crianças nas salas.

Adquirir uma gripe ou resfriado, apesar de todos os incômodos causados e das noites mal dormidas, não é motivo para pânico. Existem diferentes formas de tratamento, a começar pela mais conhecida: muita água e repouso. Os antibióticos só devem ser usados com indicação médica. Nesse caso, o resfriado pode ter evoluído com uma infecção dos seios nasais (sinusite) ou uma infecção pulmonar.

A dica é: gripou, procure atendimento médico!

Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende no Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X. Fone: 3307 1505 Whatsapp (62) 9962 6052.

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Dr. Fabiano Moura

Quem ronca e tem apneia do sono, dificilmente consegue atingir o sono REM e consequentemente, acaba tendo um sono não reparador. Nem todos percebem, mas o ronco tende a atrapalhar o sono não só de quem ouve, mas também de quem ronca.

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O ronco

O ronco, embora comum e, muitas vezes, até alvo de brincadeiras, é considerado um dos sintomas do distúrbio do sono. E se não for tratado corretamente, pode ocasionar problemas de saúde mais sérios.

O ronco é o som da vibração das vias aéreas (nariz e garganta) causado pela dificuldade de passagem do ar. Apesar de atingir todos os tipos de pessoas, das mais variadas idades, costuma ser mais comum nos homens do que nas mulheres. Por uma questão hormonal, enquanto os homens começam a roncar por volta dos 40 anos de idade, as mulheres normalmente começam depois dos 50 anos, quando aumentam as oscilações dos hormônios.

Crianças e adolescentes também podem roncar, embora nessa fase seja menos comum. Nesses casos, ocorre principalmente por fatores físicos, como amígdalas e adenoides grandes, além de congestionamento nasal.

O que causa o ronco? Envelhecimento, obesidade, consumo de bebidas alcoólicas (principalmente próximo ao horário de dormir), medicamentos com efeito relaxante muscular (podem relaxar a musculatura da garganta durante o uso), queixo retro posicionado (para trás), dormir de barriga para cima.

O sono é composto por um conjunto de fases que começam a partir do momento em que a pessoa adormece, vai se progredindo e tornando-se cada vez mais profundo, até o corpo atingir o sono REM (Rapid Eye Moviment), que é o mais difícil de ser alcançado, e é justamente nessa fase que o corpo consegue realmente relaxar.

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Quem ronca e tem apneia do sono, dificilmente consegue atingir o sono REM e consequentemente, acaba tendo um sono não reparador. Nem todos percebem, mas o ronco tende a atrapalhar o sono não só de quem ouve, mas também de quem ronca. E uma noite mal dormida traz consequências durante o dia, como: cansaço, sonolência diurna, irritação, dificuldade de raciocínio, perda de reflexo.

Além disso, uma noite de sono ruim também interfere na leptina (hormônio responsável pela regulação da saciedade) e pode fazer com que a pessoa passe a comer mais e, consequentemente, seja um potencial obeso.

Ronco: um sinal de alerta para a apneia do sono Essa é uma condição que faz o paciente não respirar direito, fazendo com que o sono fique fragmentado, inclusive pode associar-se à queda de oxigênio durante a noite. A apneia do sono consiste no fechamento total das vias aéreas durante o sono, fazendo com que a pessoa tenha pausas respiratórias enquanto dorme. Tem duração de pelo menos dez segundos, e pode causar problemas mais sérios como distúrbios no coração, no metabolismo, alterações de humor, memória e sonolência excessiva diurna, aumentando as chances de acidentes automobilísticos. A falta de ar, característica da apneia do sono, impulsiona o organismo a lançar mais adrenalina no sangue, o que provoca um aumento da pressão arterial e resistência à insulina. Ou seja, pacientes com apneia do sono têm maior tendência a desenvolver hipertensão arterial e diabetes, condições que aumentam a incidência de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

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Se você ronca, procure ajuda médica!

Pode ser que o médico indique apenas algumas mudanças de hábito ou, em casos mais graves, utilização de CPAP (máscara que gera pressão de ar para manter a via aérea superior aberta durante a noite), ou até uma intervenção cirúrgica. O especialista indicado para tratar os distúrbios do sono, principalmente a Apneia Obstrutiva do Sono, é o otorrinolaringologista.

Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende no Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X. Fone: 3307-1505 / WhatsApp (62) 9962 6052

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