Por maioria de votos (27), o desembargador Walter Carlos Lemes, atual corregedor-geral da Justiça de Goiás, foi eleito ontem (28), pelo Tribunal Pleno (composto pelos 36 desembargadores que integram o órgão), presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás para o Biênio 2019/2021. A sessão solene e aberta foi realizada no Plenário do Órgão Especial. Juntamente com o desembargador Walter Carlos Lemes, foram eleitos também os desembargadores Nicomedes Domingos Borges (30 votos) para vice-presidente, e Kisleu Dias Maciel Filho (30 votos) para o cargo de corregedor-geral da Justiça. A posse dos novos dirigentes do Tribunal goiano ocorrerá no dia 1º de fevereiro de 2019. Também concorreu à presidência do TJGO a desembargadora Nelma Branco Ferreira Perilo, que obteve 8 votos.
Com 37 anos de exercício da magistratura, o desembargador Walter Carlos expressou imensa satisfação e alegria pela confiança depositada nele pelos colegas e afirmou que pretende retribuir à altura. O próximo presidente do TJGO elogiou a desembargadora Nelma Perilo e disse que espera contar com o apoio dos colegas, firmando o compromisso de primar por uma administração moderna, transparente e dinâmica. “Me sinto extremamente honrado por ter sido escolhido pelos meus pares para essa missão tão gratificante e maravilhosa que é a Presidência do TJGO. Minha intenção é atuar sempre em conjunto, pois acredito que com a união de esforços é possível promover as mudanças necessárias. Assumo aqui na presença de todos o compromisso de administrar este Tribunal pautado na modernidade, na transparência e na celeridade. Agradeço a todos que me acompanharam e primeiramente a Deus que me permitiu chegar até aqui”, emocionou-se.
Também é do seu pensamento a perfeita harmonia entre os Poderes, cuja premissa básica é o respeito e o diálogo. “Pretendemos estabelecer relações harmônicas com todos os Poderes na nossa gestão, pois acredito que somente assim será possível alcançar resultados efetivos, valorizando, antes de tudo, o diálogo aberto e o respeito”, frisou. Primando por uma conduta sempre respeitosa, a desembargadora Nelma Perilo agradeceu os desembargadores que votaram nela e também aqueles que não votaram ao ressaltar a importância de se viver em uma democracia, onde cada um tem a opção de escolha. Também desejou ao desembargador Walter sucesso na gestão. “A democracia deve ser respeitada sempre e, por essa razão, acato tranquilamente a opção da maioria. Desejo ao desembargador Walter Carlos muito sucesso na sua gestão. Que sua caminhada seja serena, de paz, com as bençãos de Deus”, almejou. Tanto o desembargador Nicomedes Borges quanto o desembargador Kisleu Maciel também fizeram questão de agradecer aos colegas pela confiança depositada, após a votação.
Atual corregedor-geral da Justiça de Goiás, cargo que assumiu em 1º de fevereiro de 2017, o desembargador Walter Carlos Lemes tem 71 anos (nasceu em 11 de abril de 1947), e é natural da cidade de Bela Vista de Goiás (GO). Formado no curso de Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em 1974 é também especialista em Direito Agrário, Civil, Teoria Geral do Direito, Penal, Processual Penal e Constitucional. Tornou-se juiz em 21 de dezembro de 1981, completando, assim, 37 anos de exercício da magistratura. Nesse cargo, atuou primeiramente em sua cidade natal e também nas comarcas de outros municípios da Região da Estrada de Ferro, a exemplo de Vianópolis. Como juiz respondeu também por Caiapônia (cidade onde estabeleceu grande laço afetivo), Piranhas, Jataí, Itumbiara e Iporá. Na capital, prestou auxílio na 1ª Vara de Família e na 5ª Vara Criminal, atuou como juiz titular na 7ª Vara Criminal e na 10ª Vara Cível. Posteriormente, auxiliou na implantação do então 2º Juizado Especial de Pequenas Causas, demonstrando, assim, seu perfil de conciliador nato.
Em 29 de dezembro de 2003, pelo critério de merecimento, foi promovido ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) e é integrante atualmente da 3ª Câmara Cível. O magistrado também foi designado para exercer o cargo de juiz eleitoral da 126ª Zona Eleitoral de Goiânia em 1996, quando deu início à luta pela moralização da propaganda eleitoral, que culminou na proibição de cartazes e faixas instalados em postos e nas vias públicas, em cumprimento à Lei Eleitoral, resultando, assim, em um trabalho arrojado e inovador. Nos anos de 2001 e 2002 foi designado para ser juiz eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de Santa Cruz de Goiás.
De 2012 a 2014, respondeu como 2º substituto pela vice-presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) e pela Corregedoria Regional Eleitoral, chegando a presidir o órgão no biênio 2014/2016, onde implementou diversas ações de cunho moderno e inovador como a inauguração da Central de Atendimento ao Eleitor de Goiânia, espaço destinado para o atendimento ao público com ambiente climatizado para a realização de cadastramento biométrico dos eleitores. A iniciativa serviu de modelo para vários Estados do País e Goiás teve destaque nacional no que tange à biometria.













































