O Poder Judiciário aceitou, na quinta-feira (31), denúncia contra Kawã Silva Alves, de 19 anos, acusado de matar e carbonizar o corpo de Heder Henrique de Sousa Urzeda, de 32 anos, por causa de uma discussão sobre manter relação sexual durante encontro amoroso dos dois.
Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), Kawã assassinou Heder com golpes na cabeça e com objeto pérfuro-cortante no coração. Em seguida, o acusado arrastou o corpo para o carro da própria vítima e dirigiu pela cidade, quando colidiu contra uma rotatória, ateou fogo no carro com o corpo dentro e fugiu.
Kawã Silva Alves foi denunciado pelos crimes de homicídio por motivo fútil, furto, destruição de cadáver e dano qualificado com emprego de substância inflamável ou explosiva. Ele foi preso no dia 9 de março e está detido na Casa de Prisão Provisória (CPP), no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
O MP-GO também solicitou a conversão da prisão de Kawã em preventiva. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara aceitou o pedido. “Constato que a liberdade do acusado atenta contra a ordem pública e repercute de maneira danosa e prejudicial ao meio social em que vivemos, vez que, verifica-se a gravidade concreta do crime, evidenciada pela forma de execução adotada pelo denunciado”, argumentou o magistrado.
A denúncia
Segundo o MP-GO, no dia 6 de outubro de 2021, a vítima Heder Henrique pediu o carro do seu irmão emprestado, um Hyundai HB20, para ir à casa de Kawã, alegando que iria sair com amigos.
No local, os dois beberam cervejas e, por volta das 23h30, Heder manifestou interesse em ter relação sexual com o acusado. Diante de recusa de Kawã, os dois entraram em discussão, quando Heder foi assassinado.
Já durante a madrugada do dia 7, o acusado arrastou o corpo da vítima para dentro do carro de seu irmão e saiu dirigindo pela cidade. Na rotatória entre a Avenida da Divisa e a Avenida São Domingos, no Jardim Liberdade, na região Noroeste da capital, Kawã perdeu o controle do veículo e colidiu no local.
Ele pediu ajuda de moradores para trocar os pneus do carro. Sem sucesso, o acusado disse que abandonaria o carro com um amigo que estava bêbado e drogado no banco de trás. Após as pessoas se afastarem, o acusado retornou ao local e incendiou o veículo com o corpo dentro.
A denúncia relata ainda que, antes de atear fogo no veículo, o acusado furtou pertences da vítima e fugiu para o Tocantins, onde passou a fazer compras com cartões bancários de Heder Henrique, com pagamentos de pequeno valor através da função de aproximação.
Em depoimento à Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia, o suspeito confessou o crime e alegou que aplicou um mata-leão após a vítima apresentar um comportamento agressivo. A defesa de Kawã Silva Alves não foi localizada.
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