O caso que abalou Rubiataba e ganhou repercussão em toda a região volta ao centro das atenções. Está marcado para esta quinta-feira (26), o júri popular das irmãs Alyssa Martins de Carvalho Chaves e Aleyna Martins de Carvalho, acusadas de envolvimento no assassinato do cartorário Luiz Fernando Alves Chaves.
A decisão foi assinada pelo juiz Yvan Santana Ferreira, que determinou a data do julgamento por meio de despacho. O crime, ocorrido em dezembro de 2021, segue como um dos mais impactantes da história do município.
Segundo a denúncia, Alyssa, esposa da vítima, teria encomendado o homicídio com o objetivo de obter vantagens financeiras, incluindo bens do casal e um seguro de vida. A polícia relata que ela confessou ter contratado o crime pelo valor de R$ 100 mil.
Luiz Fernando, de 40 anos, foi sequestrado dentro da própria casa no dia 28 de dezembro de 2021. Na ocasião, a esposa havia saído com os três filhos do casal para a igreja – comportamento que, de acordo com familiares, não era habitual. A vítima foi levada em seu próprio veículo e executada com 17 disparos, estando com as mãos algemadas no momento do crime.
O caso já teve desdobramentos importantes na Justiça. Em 2024, cinco envolvidos foram julgados e condenados. Entre eles, Luizmar Francisco Neto, apontado como o articulador do crime, recebeu pena de 31 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Também foram condenados Ana Cláudia da Silva Rosa, Edivan Batista dos Santos, André Luiz Silva e Laurindo Lucas Gouveia dos Santos, todos com penas que ultrapassam duas décadas de reclusão.
Agora, com o julgamento das irmãs, o processo entra em uma nova fase decisiva. A expectativa é de que o júri popular traga desfechos para um caso que, há mais de quatro anos, permanece vivo na memória da população, marcado pela brutalidade e repercussão.
A cidade de Rubiataba acompanha, mais uma vez, cada passo da Justiça, na esperança de respostas e de um desfecho para um dos crimes que mais comoveu o município. Enquanto isso, a família segue firme, enfrentando a dor e a saudade, sem abrir mão da busca por justiça.
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