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MP-GO denuncia PM e pede investigação de dois delegados por ajudar João de Deus

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Um policial militar de Abadiânia, está entre os denunciados por participar da fabricação de um documento falso para ajudar João Teixeira de Faria, o João de Deus. A informação foi dada por um promotor do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) ao site G1 Goiás. O MP também pediu a investigação de dois delegados ligados ao médium acusado de abusar sexualmente de mulheres que o procuravam em busca de atendimento espiritual.

A sexta denúncia contra o médium por abuso sexual, e oitava envolvendo outros crimes, foi apresentada pela MP à Justiça na sexta-feira (22). Conforme os promotores de justiça do caso, a vítima, que não teve o nome divulgado, além de ter sido submetida a abusos reiterados na Casa Dom Inácio, em Abadiânia, foi constrangida a assinar um documento em que afirmava que o médium seria uma pessoa idônea. De acordo com a reportagem do G1, a mulher relatou aos promotores ter se sentido intimidada porque o militar segurava a arma de forma ostensiva na frente dela o tempo todo.

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Ainda conforme a reportagem, dois delegados da Polícia Civil (PC) são investigados pela corregedoria da corporação por suspeitas de também terem beneficiado o médium. Um dos investigadores teria desencorajado uma vítima a registrar uma ocorrência de abuso sexual contra João de Deus.

Sobre as denúncias, a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM) informou que “não foi informada formalmente deste fato”. Já a assessoria da PC disse que instaurou investigação preliminar a fim de apurar eventuais irregularidades atribuídas aos servidores da instituição.

Na sexta-feira, o MP denunciou João de Deus e mais três pessoas por falsidade ideológica. De acordo com a reportagem do G1, além do policial militar, os denunciados são dois frequentadores da Casa Dom Inácio de Loyola. O órgão também vai apurar o envolvimento do cartório onde o documento foi assinado, em Anápolis, a 55 km de Goiânia.

Fundador da Casa de Dom Inácio de Loyola, João de Deus foi preso no dia 16 de dezembro do ano passado, suspeito de abusar sexualmente de mulheres durante os atendimentos espirituais. O médium sempre negou os crimes.

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Transferência
No mesmo dia em que o MP apresentou a nova denúncia, o médium deixou o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia e foi internado em um hospital da capital. A transferência havia sido autorizada no dia anterior pelo ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que atendeu ao pedido da defesa, com base em um laudo elaborado pelo médico Alberto Las Casas Júnior. No documento, o cardiologista afirma que João de Deus possui um aneurisma no abdômen e alega risco de morte em caso de rompimento. De acordo com a decisão, o médium pode permanecer internado fora da prisão por até quatro semanas.

Casa Dom Inácio de Loyola, onde João de Deus fazia seus atendimentos, em Abadiânia, Goiás — Foto: Alessandro Vieira/TV Anhanguera

Casa Dom Inácio de Loyola, onde João de Deus fazia seus atendimentos, em Abadiânia.

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