O Ministério Público Federal em Goiás (MPF) denunciou o ex-presidente da Valec, José Francisco das Neves, conhecido como Juquinha das Neves, e mais dois ex-diretores da empresa por fraudes e corrupção em contrato para realização de trecho de 71 km da Ferrovia Norte-Sul em Goiás. Também foram denunciados três executivos da Construtora Andrade Gutierrez pelos mesmos crimes. Segundo o órgão, o dano ao patrimônio público é de mais de R$ 252 milhões devido a sobrepreços e pagamentos de propinas.
A Valec informou, por meio de nota, que os fatos investigados ocorreram durante vigência de outra diretora e que “instituiu internamente uma Comissão Especial de Acompanhamento e Apuração com a finalidade de acompanhar fatos investigados e mantém seu compromisso com a probidade, a ética e a transparência no exercício da atividade pública”.
O JORNAL DO VALE não conseguiu contato com as defesas dos citados para comentar o caso.
O contrato investigado pelo MPF regulamentava a construção do trecho da ferrovia entre as cidades de Jaraguá e Santa Isabel, ambas em Goiás. As investigações do órgão apontaram que, só para Juquinha, teriam sido pagos R$ 1.788.537,08 em propina e que a licitação para a escolha da construtora tinha limitações inseridas mediante acordo feito em cartel.
Além da condenação dos citados, o MPF solicita que sejam devolvidos os R$ 252 milhões que teriam sido desviados do contrato.
As investigações que resultaram na denúncia fazem parte da Operação Tabela Periódica, que usou informações recebidas de acordos de leniências com outras empresas obtidas durante operações O Recebedor e Lava Jato.
Juquinha chegou a ser preso suspeito de lavagem de dinheiro em obras na Ferrovia Norte-Sul. Uma semana antes, o filho dele, o empresário Jader Ferreira das Neves, e o advogado Leandro Melo Ribeiro foram presos. A esposa de Juquinha já foi denunciada por sonegação fiscal ao receber R$ 2,2 milhões.













































