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MPF-GO denuncia 14 pessoas por tráfico internacional de drogas

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O Ministério Público Federal (MPF) em Goiás denunciou à 11ª Vara da Justiça Federal, na terça-feira (19), 14 pessoas por participarem da venda de cocaína, geralmente em atacado, para Bélgica e Holanda. Entre elas estão Leonardo Dias Mendonça, conhecido como “Barão do tráfico” e ex-aliado de Fernandinho Beira-Mar, e o ex-prefeito de São Miguel do Araguaia, Nélio Pontes.

Todos são acusados de associação para tráfico internacional, organização criminosa e tráfico internacional de entorpecente, mais especificamente cocaína vinda da Bolívia.

A denúncia é assinada pelo procurador Alexandre Moreira Tavares dos Santos e foi embasada nas informações coletadas durante a Operação Ozark-Narco, deflagrada em setembro deste ano pela Polícia Federal (PF). Na época da ação, equipes apreenderam 1 tonelada de cocaína, 15 carros de luxo, joias, dinheiro e avião com os investigados.

O procurador reitera que o grupo era “chefiado, coordenado e financiado por Leonardo Dias de Mendonça, Alencar Dias e Dennis Petronella”. Também foram denunciados pelo MPF: Cristiano Eduardo Lopes, Nélio Pontes da Cunha, José Ramos de Oliveira, Renan dos Santos Barbosa, Gilberto Alves da Rocha Júnior, Orlando Rayner Araújo, Rulyo Feitosa dos Santos, Hyago Nascimento Mendonça, Ulisses Cerqueira Miranda, Leandro Tavares Marinho e Valmir Souza Maranhão Silva.

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Responsável pela defesa de Leonardo Dias de Mendonça, o escritório Figueira Cardoso e Macedo Advocacia informou que o acusado nega qualquer envolvimento com o tráfico de drogas internacional e com os demais investigados. Ele segue preso em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.

“Ele tem atividades empresariais no ramo pecuarista e isso o força a conhecer muitas pessoas. Ele teve contato com alguns dos citados, mas em nenhum momento teve qualquer tipo de ligação”, diz a defesa.

Na denúncia constam três grandes operações realizadas por agentes federais em Goiás que envolveram os suspeitos. Em uma delas, em Gouvelândia, foram apreendidos 464 quilos de pasta base de cocaína, transportada por um avião, em maio deste ano. Neste caso, a PF interceptou a droga que acabava de pousar em uma pista rural, vinda da Bolívia, segundo o procurador Alexandre Moreira.

A segunda operação presente na denúncia foi o acompanhamento de um descarregamento de cocaína no aeroporto de Mundo Novo, em Goiás, que a PF monitorou o envio para o Espírito Santo e, depois, para o Porto de Santos, em São Paulo, em maio deste ano. Na ocasião, a carga não foi apreendida.

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E na terceira operação listada foram apreendidos 506 kg de cocaína no Porto de Santos, em São Paulo, em junho deste ano. Segundo a denúncia, a droga também pertencia ao grupo.

A denúncia está na 11ª Vara da justiça Federal sob a responsabilidade do juiz Rafael Slomp, de acordo com o procurador. O juiz deve analisar os documentos e decidir se recebe ou não a denúncia e inicia o processo penal.

Para o procurador, existem vários indícios da existência de outros integrantes da organização criminosa, também associados às atividades de tráfico internacional, cuja função ou tarefa na organização era servir de “laranja” ou atuar na fase de lavagem de dinheiro do lucro do tráfico.

“Esses não são objeto desta denúncia, devendo o inquérito ser desmembrado neste ponto para fins de aprofundamento das investigações antes que seja oferecida a denúncia por lavagem de dinheiro contra os membros da organização criminosa”, explica Alexandre Moreira, que solicitou o desmembramento junto com a denúncia.

Com informações G1

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