O Jornal do Vale publicou nesta manhã uma matéria referente à deflagração da Operação Reverso realizada pelo Ministério Público Estadual (MP-GO) em parceria com Procuradores do Estado, Delegados e Agentes da Polícia Civil de Goiás, além de auditores da Secretaria da Fazenda de Goiás.
Segundo informações, durante a Operação foram recolhidos documentos, dinheiro e até um cofre em 11 empresas comandadas por integrantes da mesma família, em Goiânia. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de sonegar R$ 274 milhões em impostos, valor que foi bloqueado pela Justiça. A defesa dos estabelecimentos negou a acusação.
O promotor de Justiça Antônio de Freitas explicou que as três empresas principais são Aquarela Doces e Festas, Bambolê Doces e Festas e Fabiantex Malhas. Segundo a investigação, elas obtiveram rendimentos e, para não terem impostos cobrados, os proprietários resolveram transferir seus ganhos para outros comércios, controlados pela mesma família.
“Eles criaram três empresas e começaram a atuar no mercado. Destas, eles pegaram o patrimônio e criaram empresas de participação, blindando o patrimônio das empresas principais. O Estado não conseguia cumprir as execuções fiscais e cobrar essa dívida”, explicou o Promotor.
Assim, de acordo com o promotor, as ações de cobranças não poderiam ser pagas, pois as companhias alegavam não ter recursos. “A operação buscou entrar nessas outras empresas justamente para fazer essa ligação patrimonial. Esse é o objeto da nossa atuação, para comprovar que esse patrimônio têm origem das outras empresas”, explica.
A defesa das empresas, constituída pelo advogado Marcos Dutra Vargas, disse que se manifestará formalmente quando tiver acesso ao teor das acusações. Até que isto ocorra, ele divulgou um posicionamento inicial:
“As empresas discordam das afirmações trazidas e divulgadas, contestam que devem os valores de cifras altíssimas noticiados, trazem a público que sempre declararam todas as suas operações comerciais ao Fisco e aos demais órgãos competentes, reafirmam seus compromissos com a qualidade de seus produtos fornecidos à sociedade goiana, solidarizam-se aos seus mais de 200 funcionários diretos e confiam no Poder Judiciário, para que o mesmo tratamento dispensado aos autores da ação noticiada, seja assegurado na mesma proporção aos envolvidos em respeito ao direito ao contraditório e ampla defesa, quando da apresentação de suas razões de defesa”.














































