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Piloto preso em aeroporto por abuso sexual infantil pagava de R$ 30 a R$ 100 por fotos de vítimas, diz polícia

Junto com o piloto, foram presas uma avó de três crianças, de 55 anos, e a mãe de meninas vítimas do esquema, ambas suspeitas de requisitar pagamentos em troca do armazenamento e da venda de imagens relacionadas a abusos sexuais.
Piloto da Latam é preso em avião por rede de abuso sexual de menores. Foto: Reprodução

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A Polícia Civil de São Paulo revelou detalhes perturbadores da “Operação Apertem os Cintos”, que culminou na prisão do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, dentro de uma aeronave da Latam no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital. Lopes é suspeito de chefiar uma rede de exploração sexual infantil que atuava há pelo menos oito anos, abusando de meninas entre 10, 12 e 14 anos e mantendo uma organização estruturada com divisão de tarefas entre os envolvidos.

Segundo a delegada Ivalda Aleixo, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, o esquema foi montado em torno de famílias em situação de vulnerabilidade: o piloto se aproximava de mães e avós, às quais declarava abertamente sua preferência por menores, e oferecia dinheiro e bens em troca do acesso às vítimas. Os repasses eram feitos via PIX, em valores que oscilavam de R$ 30 a R$ 100 por vez, além de cestas básicas, medicamentos, auxílio com aluguéis e até eletrodomésticos, como televisores.

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Compra de corpos e de imagens

Nesse contexto, Lopes agia como líder de uma organização criminosa de abuso sexual infantil, coordenando contatos e pagamentos e armazenando, produzindo e compartilhando material de pornografia infantil no celular e em outros dispositivos. Além de trazer menores para motéis utilizando documentos de identidade falsos em nome de adultos, ele também comprava das responsáveis legais gravações e fotos das próprias filhas e netas, estruturando um verdadeiro mercado de exploração.

Mães e avó presas como cúmplices

Junto com o piloto, foram presas uma avó de três crianças, de 55 anos, e a mãe de meninas vítimas do esquema, ambas suspeitas de requisitar pagamentos em troca do armazenamento e da venda de imagens relacionadas a abusos sexuais. A polícia trabalha com a tese de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição de criança e adolescente, aliciamento e demais crimes correlatos, com ao menos 10 menores já identificadas e o temor de que o número total de vítimas possa ser bem maior.

Prisão, demissão e investigações em andamento

Sérgio Antônio Lopes foi detido pouco antes da decolagem, na área operacional do Aeroporto de Congonhas, e levado para uma cela isolada no 26º Distrito Policial, no Sacomã, onde permanece sob prisão temporária por 30 dias. A companhia aérea Latam anunciou sua demissão imediata e reforçou que não tolera qualquer conduta desta natureza entre seus funcionários, enquanto perícias em celulares, cartões, veículos — como uma Mercedes-Benz usada para levar as vítimas a motéis — e demais provas continuam a identificar novas envolvidas e fortalecer o caso.

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