Justiça

Uruana: MPE pede à justiça a cassação do prefeito Nei Canela

Conforme o MPE, Nei Canela ofereceu um emprego na prefeitura e a doação de uma casa para o eleitor, condicionando tais ganhos ao voto e apoio político a ele e seu vice.

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O Ministério Público Eleitoral (MPE), através do promotor de Justiça, Felipe de Abreu Féres, pediu à justiça a cassação do registro do diploma do prefeito de Uruana, Nei dos Reis Cruz “Nei Canela” (PP) que ainda poderá pagar até 50 mil de multa. O documento foi publicado na terça-feira, 23 de novembro, e tem como base o abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2020 do atual gestor.

Nei Canela foi eleito na época com 37,77% dos votos, mas as investigações e a denúncia do Ministério Público Eleitoral decidiram por pedir a cassação da chapa do administrador “Sim, nós podemos muito mais” (PROS/MDB/PL/PSL) por suposta captação ilícita de sufrágio e abuso do poder. De acordo com a lei nº 9.504/97 compreende a doação de bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza em troca de voto.

O prefeito de Uruana foi gravado em outubro de 2020, durante o pleito eleitoral por um eleitor quando foi pedir voto em sua casa, fundamento que embasou a denúncia. Na oportunidade, Nei Canela ofereceu um emprego na prefeitura e a doação de uma casa para o eleitor, condicionando tais ganhos ao voto e apoio político a ele e seu vice.

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“Vamos ajudar eu, aí se Deus abençoar e eu chegar na prefeitura eu arrumo um ‘trem’ pro ‘ce’ pra você trabalhar lá com nós, não serviço ruim não. Pode ficar firme com nós, estou fazendo um compromisso aqui com você sério, diante de Deus, vou ganhar a eleição, vou fazer as casas ai, vou te dar uma casa quando nos ganharmos a eleição, você não pode é comentar com os outros, por que tem quinhentas pessoas querendo emprego, então eles pregam em cima de mim pedindo”, elencou o Ministério Público com base na gravação elencada ao processo.

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JUSTIÇA

Operação Eleições 2022 começa nesta segunda-feira em todo o Brasil

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Garantir a segurança e proteção aos cidadãos, eleitores e servidores da Justiça Eleitoral é o objetivo da Operação Eleições 2022, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), a partir desta segunda-feira (26).

A ação conjunta durante o primeiro turno das eleições gerais de 2022 será acompanhada, em tempo real, por representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das polícias Civis e Militares, da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Corpo de Bombeiro Militares, Ministério da Defesa, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), das secretarias de Segurança Pública e Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

No próximo domingo, dia 2 de outubro, as forças de segurança pública atuarão – nos 26 estados e no Distrito Federal – em cartórios eleitorais, locais de votação e de apuração dos votos, vias públicas e estações de transporte.

Entre os impactos na segurança pública que poderão ser observados durante o pleito, estão possíveis crimes eleitorais (boca de urna, transporte ilegal de eleitores, compras de votos, entre outros), manifestações pacíficas e/ou violentas, bloqueio de vias, rixas, ameaças e atentados, temporais e/ou alagamentos e quedas de energias em locais de votação e de apuração dos votos.

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Boletim

Os indicadores gerados por estes possíveis impactos irão alimentar os boletins informativos que serão divulgados, a partir das 9h, com periodicidade de três horas, por meio do site e das redes sociais do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os trabalhos serão monitorados pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN) e pelos Centros Integrados de Comando e Controle Estadual (CICCE).

Indicadores 2020

Ainda segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça, nas eleições municipais de 2020 foram presas 2,7 mil pessoas e apreendidos 35 menores. As principais ocorrências foram relacionadas a apreensões com destaque para material de campanha.

Do total de 94,3 mil ocorrências, 93,7 mil foram de material de campanha, 394 de veículos e 111 de armas. A segunda maior quantidade de ocorrências foi relacionada à desinformação com 8,9 mil – a maior parte de disparo de mensagem em massa (8,2 mil). As demais foram de indicações de desinformação sobre o processo eleitoral, com 559, no total.

O levantamento revela ainda que crimes eleitorais como boca de urna, compra de votos, concentração de eleitores, transporte ilegal de eleitores e outros, somaram 4,6 mil ocorrências. Crimes comuns como ameaça, furto, homicídio, tentativa de homicídio, lesão corporal, porte ilegal de arma de fogo, roubo e vias de fato, tiveram 943 ocorrências.

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Com relação a incidentes de segurança pública e defesa social no entorno dos locais de votação, o total de ocorrências foi de 250. Houve atendimentos de urgência e emergência, bloqueios de vias, falta de energia elétrica, incêndios e manifestações. As ocorrências de crimes contra candidatos, entre ameaças, homicídio, tentativa de homicídio e lesão corporal, resultaram em 172 ocorrências.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Justiça

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