O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) ofereceu mais uma denúncia contra o médium João de Deus, nesta sexta-feira (22), em Goiânia. Segundo o órgão, as denúncias são pelos crimes de estupro de vulnerável contra duas vítimas e por falsidade ideológica, por ele ter feito uma escritura pública com informações inverídicas sobre as acusações de abusos sexuais contra ele, em dezembro de 2018. Preso há mais de três meses, ele sempre negou os crimes.
O advogado do médium, Alberto Toron disse que gostaria de comentar sobre a denúncia, mas não teve acesso ao documento.
Os promotores Augusto César Souza e Paulo Penna Prado, ambos da força tarefa que apura as denúncias contra o médium, disseram que outras três pessoas ligadas a ele também estão sendo denunciadas por falsidade ideológica. Um deles seria amigo pessoal de João de Deus e os outros dois voluntários da Casa Dom Inácio de Loyola onde o médium fazia os atendimentos espirituais, em Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal.
Sobre as vítimas, os promotores informaram que as duas eram frequentadoras da casa, uma delas a coreógrafa Zahira Lienike Mous, que deu entrevista ao Conversa Com Bial, em dezembro de 2018.
“A outra sofreu abusos reiterados e estava em situação de vulnerabilidade. Foi diversas vezes na casa por conta do tratamento de câncer da mãe”, disse Penna.
Quanto ao crime de documento falso, os promotores informaram que os denunciados forjaram a declaração de uma vítima em um cartório de Anápolis. Conforme as investigações, o objetivo era descredibilizar uma reportagem que traria todas as denúncias de abusos sexuais à tona.
Todos os denunciados, segundo o MP, contribuíram para este documento fosse feito com informações que não estavam de acordo com que a vítima declarou
“Eles intimidaram a vítima a fazer a declaração contendo informações para tentar inocentar João Teixeira diante da eminência de tudo vir a público”, disse o promotor Augusto.
Ainda segundo ele, a vítima foi ouvida pelo MP e informou que ela assinou o documento com informações falsas. “Além de coagirem a vítima, eles inseriram coisas que não foram ditas por ela. O teor era falso”, completou.
João de Deus está preso desde o dia 16 de dezembro acusado de crimes sexuais durante atendimentos espirituais.
Ele está detido no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital e aguarda transferência para um hospital após determinação do ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Uma avaliação médica mostrou que ele tem um aneurisma que coloca a vida dele em risco, por isso precisa ser internado.
















































