Os magistrados responsáveis pelas maiores recuperações judiciais do Brasil estão sendo investigados por relações com agentes privados e administrativos. As informações foram divulgadas neste domingo (26), pelo Estadão.
O Ministério Público, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) estão conduzindo as investigações, que estão focadas em processos que envolvem mais de R$90 bilhões.
Em pelo menos três casos de Varas de Falência e Recuperação Judicial, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou operações suspeitas na condução das insolvências bilionárias. Esses juízes identificam administradores judiciais, síndicos e mediadores para garantir o pagamento das dívidas e a retomada da saúde financeira das empresas.
A investigação se concentra na relação entre os juízes e esses agentes, onde foram identificados pontos suspeitos. Os inquéritos foram destinados a apurar ligações suspeitas de juízes com agentes privados.
A apuração do Estadão mostra que todas as investigações são na esfera penal e conduzidas pela Procuradoria-Geral de Justiça perante o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Na esfera administrativa, apurações sobre Maria da Penha, Viana e Estefan na Corregedoria do TJ foram anuladas pelo CNJ em julgamento sigiloso.
O outro lado
Os magistrados e administradores judiciais citados nas investigações afirmaram que agiram dentro da legalidade e nada foi comprovado contra eles. Três magistrados do Rio alegaram perseguição da Corregedoria do TJ-RJ, enquanto dois magistrados não reconhecem ser alvo de investigação.
JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com
Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192















































