Uma servidora pública em Goiás obteve, na Justiça, o direito de realizar cirurgia de feminização facial com cobertura do plano de saúde. A mulher, que optou por permanecer anônima, expressou que essa decisão representa um avanço para os direitos e o acesso à saúde da comunidade trans. É importante destacar que ainda cabe recurso a essa decisão.
A cirurgia de feminização é uma série de procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos destinados a suavizar as características masculinas em mulheres transgênero, que são aquelas cuja identidade de gênero não se alinha ao sexo atribuído ao nascimento. Esse tipo de cirurgia tem sido bastante procurado por diversas mulheres trans, incluindo influenciadoras como Maya Massafera, Zé Longuinho e a jogadora de vôlei Tifanny Abreu.
A decisão, proferida na última quarta-feira (4), foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). O tribunal acolheu a apelação da Defensoria Pública e reformou uma decisão anterior de um juiz de primeira instância, determinando que o Ipasgo Saúde deve realizar o procedimento, considerando-o de natureza reparadora e funcional, e não apenas estético.
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