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Justiça

Gêmea inocente é presa no lugar da irmã por erro no mandado judicial

A juíza goiana determinou a soltura imediata de Lucilene, mas impôs uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar, uma vez que não possui competência para arquivar o mandado federal.
Gêmea inocente é presa no lugar da irmã por erro no mandado judicial. Foto: Reprodução

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Uma goianiense de 36 anos viveu dias de angústia ao ser presa por engano, confundida com a irmã gêmea univitelina, conforme decisão da Justiça.

Lucilene foi abordada em sua residência na sexta-feira, 20 de março de 2026, por policiais militares que executavam um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Apesar de o documento mencionar seu nome no cabeçalho, o corpo do texto se referia à irmã, Luciene, condenada a 18 anos por extorsão mediante sequestro e associação criminosa em processo de 2016, julgado em Gurupi (TO).

Ela permaneceu detida por dois dias na Casa de Prisão Provisória, em Aparecida de Goiânia, até que a Justiça de Goiás identificasse o equívoco causado pela omissão de uma letra em seu nome.

Decisão e Medidas Cautelares

A juíza goiana determinou a soltura imediata de Lucilene, mas impôs uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar, uma vez que não possui competência para arquivar o mandado federal. A defesa, liderada pelo advogado Kalleb Reis, exige correção urgente do documento pelo TRF-1 e relata que a vítima está emocionalmente abalada.

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O caso expõe falhas em processos judiciais e reforça a necessidade de verificações rigorosas em mandados de prisão, especialmente envolvendo nomes semelhantes.

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