A Justiça gaúcha mantem a prisão preventiva de Rafael Gomes Pereira, de 43 anos, lutador investigado por espancar um adolescente de 17 anos até provocá-lo perda de consciência em praça pública na capital goiana.
A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na sexta-feira, 5 de junho, pelo juiz Giuliano Morais Alberici, que entendeu pela necessidade de manutenção da restrição de liberdade do acusado para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal.
Rafael Gomes Pereira havia obtido liberdade provisória em 30 de maio, após prestar compromisso à Justiça, com a imposição de medidas cautelares que incluíam uso de tornozeleira eletrônica e distanciamento mínimo de 300 metros da vítima e de sua família.
No entanto, na quinta-feira, 4 de junho, o Ministério Público apresentou indícios de que o lutador havia descumprido as medidas impostas, aproximando-se da família da vítima. Com base nessas informações, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado.
Na tarde do mesmo dia, Rafael se entregou voluntariamente à Justiça, sendo conduzido à unidade prisional onde permanece atualmente.
O espancamento ocorreu em uma praça de Goiânia e foi motivado por uma briga de trânsito envolvendo o lutador e o adolescente. Durante o ataque, Rafael desferiu múltiplas agressões contra o jovem, que acabou desmaiando no local.
Segundo informações apuradas, Rafael Gomes Pereira já possui histórico de agressões contra jovens. A mãe de outras vítimas relatou que o lutador havia atacado anteriormente dois outros adolescentes em fatos semelhantes.
A defesa do lutador alega que a audiência de custódia teve função limitada de verificar as circunstâncias do cumprimento do mandado de prisão, sem análise de pedido de liberdade. O advogado informou que já protocolou habeas corpus no Tribunal de Justiça de Goiás e aguarda decisão do órgão sobre a medida.
O pai do adolescente espancado manifestou alívio após a prisão do lutador, afirmando que acredita que a Justiça “fez o seu trabalho” e que a medida é necessária para evitar novas agressões.
O caso segue em andamento, com investigações continuadas pelo Ministério Público e acompanhamento judicial.
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