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Judiciário condena grupo por série de roubos a bancos no interior

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O Poder Judiciário do Estado de Goiás condenou sete pessoas por participação em organização criminosa desmantelada pela operação “Novo Cangaço”, entre 2015 e 2016. As investigações mostraram que o grupo participou do roubo à agência do Banco do Brasil de Mara Rosa. Eles cumprirão a pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade. A decisão é da juíza Placidina Pires, da Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem de Capitais da comarca de Goiânia.

Conforme as investigações, o grupo participou de vários roubos a bancos e a carros-fortes em Goiás, especialmente no interior. No entanto, de acordo com a magistrada, os outros feitos ainda não estão prontos para julgamento.

Consta dos autos que o bando criminoso arquitetou e executou o roubo a uma carga de explosivos na Mineradora Anglo American, na cidade de Barro Alto, no dia 9 de outubro de 2015, e, a partir daí, de posse dos explosivos subtraídos, mediante o mesmo modus operandi (invasão da cidade interiorana, com fuzis, uso de explosivos e reféns) atuou diretamente no roubo a banco em Santana do Araguaia, no Pará, em 4 de novembro de 2015.

Eles teriam atuado também no roubo a banco em Nova Crixás, em 6 de novembro de 2015; no roubo a banco (Banco do Brasil e Banco Bradesco) e latrocínio em São Miguel do Araguaia, no dia 13 de janeiro de 2016; no roubo a banco em Mara Rosa, em 13 de março de 2016; no roubo a banco em Cavalcante, no dia 30 de junho de 2016; no roubo banco em Araguaçu, no Estado do Tocantins, em 11 de agosto de 2016; no roubo a banco em Santa Terezinha de Goiás, no dia 26 de outubro de 2016; no roubo ao carro-forte entre as cidades de Campinaçu e Minaçu-GO, em 10 de novembro de 2016, ocasião em que parte do grupo criminoso foi preso em flagrante delito.

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Em virtude das ações do bando criminoso terem apresentado semelhanças, tanto em virtude do mesmo modus operandi empregado, como da violência e alto poder de destruição e de intimação da população, tanto que foi denominada de “Novo Cangaço”, foi realizada, no âmbito do Estado de Goiás, uma investigação única e conjunta por parte do Grupo Antirroubo a Banco GAB da Polícia Cívil, com o apoio das unidades policiais do GRAER e do COD da Polícia Militar goiana.

O grupo criminoso ainda fazia reféns nas proximidades das instituições financeiras, os quais eram utilizados como escudo humano, bem assim eram obrigados a ajudar os criminosos a quebrarem as vidraças dos bancos, a recolherem o dinheiro após a explosão, eram levados na fuga e deixados na saída da cidade, além de que as ações visavam a explosão do cofre central da agência bancária, com explosivos e cordéis detonantes roubados na cidade goiana de Barro Alto, na mineradora Anglo American e, em seguida, o bando ateava fogo nos veículos utilizados na fuga.

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Depois de uma série de roubos e explosões a agências bancárias no interior de Goiás, do latrocínio consumado da jovem Vivianny Costa Ferreira, em São Miguel do Araguaia, no dia 13 de janeiro de 2016, e da explosão a um carro-forte em Campinaçu, em 10 de novembro de 2016, finalmente foi possível a prisão em flagrante de alguns integrantes do bando: Hugo Sérgio Borges, Lucas Alcântara Santos de Souza, Azenilton José da Costa e Rafael Marcelo de Souza, bem como a prisão cautelar (temporária) de Wilbon Desiderio de Sousa e Welles Desiderio de Sousa, bem como a prisão preventiva de Daniel Xavier da Silva.

Jornal do Vale, desde 1975 – www.jvonline.com.br

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