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Judiciário

Padre Robson: Após suposto pagamento de propina a desembargadores, juíza encaminha processo para o STJ

A PF requereu a prisão do padre Robson e de mais três pessoas ligadas a ele nove meses após a conversa com o advogado Cláudio Pinho ter sido revelada.

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A juíza da 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores de Goiânia, Placidina Pires determinou o encaminhamento de todos os autos e procedimentos vinculados à Operação Vendilhões ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Conforme informações do portal jurídico – Rota Jurídica, a decisão da juíza foi tomada após o ministro Benedito Gonçalves avocar os autos do processo que investiga suposto pagamento de propina a desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) no caso do Padre Robson de Oliveira Pereira.

O pedido de investigação foi feito realizado Ministério Público Federal (MPF) após áudios mostrarem uma conversa entre padre Robson e dois advogados sobre o suposto pagamento de propina de R$ 1,5 milhão a desembargadores de Goiás.

Segundo o conteúdo, a suposta propina teria sido para que magistrados proferissem decisão favorável ao religioso em processo envolvendo uma fazenda comprada pela Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), quando era presidida pelo padre.

As gravações foram encontradas durante a investigação que apurou suposto desvio de dinheiro doado por fiéis à Afipe. A conversa teria sido gravada pelo próprio padre Robson e tem quase uma hora e meia de duração. Esse material foi objeto de reportagem pelo Fantástico, da Rede Globo.

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Em decorrência da prerrogativa de foro privilegiado atribuída aos desembargadores, apenas o STJ pode solicitar a investigação sobre o cometimento de supostos crimes por parte dos magistrados. Assim, o pedido dos autos se deu na intenção de que o ministro, relator do inquérito, possa analisar as condutas dos desembargadores no caso do padre.

Para a Rota Jurídica a defesa do padre Robson destacou que ainda não foi notificada, porém, segue com a mesma “tranquilidade”, independentemente de onde tramite, haja vista que “não houve irregularidades”. “Esperamos que a verdade seja restabelecida”, conclui. Com Rota Jurídica

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