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Prefeito de Edealina é solto após pagamento de fiança

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O Jornal do Vale publicou a matéria – Prefeito de Edealina é preso por suspeita de uso de veículo da prefeitura – http://jvonline.com.br/noticias/primeira-leitura/4440-prefeito-de-edealina-e-preso-por-suspeita-de-uso-de-veiculo-da-prefeitura.html

Após um dia preso por suspeita de peculato, o prefeito de Edealina, João Batista Gomes Rodrigues (PTB), deixou o complexo de delegacias especializadas de Goiânia na noite de quinta-feira (29/10). O Tribunal de Justiça de Goiás através do desembargador Itaney Francisco Campos determinou o relaxamento de prisão mediante o pagamento de fiança de aproximadamente R$ 4 mil.

O político de 42 anos foi preso na sede da administração do município do sul goiano, na quarta-feira (28). A detenção ocorreu logo após uma equipe da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Derccap) flagrar o uso de um caminhão e de um motorista da prefeitura para levar areia e cimento à fazenda de Rodrigues.

Responsável pelo caso, o titular da Derccap, Abádio Souza e Silva explicou nesta sexta-feira (30) que, com a soltura do prefeito, ele responderá ao processo em liberdade. O delegado tem 30 dias para concluir o inquérito.

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Ao ser interrogado, o político disse que não ordenou a entrega do material de construção em sua propriedade, localizada em Pontalina, município vizinho a Edealina.

\”Ele alega que o material era para a construção de um mata-burro em uma estrada rural do município, mas o motorista entendeu errado. É uma maneira dele se explicar e sair de uma situação, até então, que eu entendo como injustificável”, contou o delegado.

Jornal do Vale tentou contato com a Prefeitura de Edealina, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

 

Flagrante
Há uma semana, após uma denúncia anônima, os policiais passaram a investigar o prefeito. Na quarta-feira, uma equipe da delegacia se deslocou de Goiânia para Edealina e flagrou um caminhão da prefeitura despejando o material na propriedade do político, onde um alojamento para porcos é construído.

“Encontramos o caminhão transportando areia e resolvemos acompanhar para o ver destino dele”, contou o delegado.

O motorista do caminhão, de 62 anos, é funcionário efetivo da Prefeitura de Edealina. Um pedreiro da obra também é servidor municipal, mas, segundo ele, trabalha durante a noite como vigia de prédio público e, de dia, na fazenda do político. Os dois servidores vieram à capital para prestar depoimento. Em seguida, eles foram liberados.

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O delegado explicou que a origem do cimento e da areia que estavam no caminhão é investigada. Entretanto, ao que tudo indica, o material pertence ao prefeito. João Batista deve ser indiciado pelo crime de peculato, que prevê pena de 2 a 12 anos de prisão.

O secretário de comunicação do PTB em Goiás, deputado Henrique Arantes, disse que o caso “precisa ser investigado, mas tem o princípio da presunção de inocência”. “Se ele for culpado, que seja condenado e que pague pelo crime”, completou.

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