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Ministério Público fica autorizado a retomar as investigações contra o religioso

Justiça autoriza reabertura de investigação contra padre Robson

A PF requereu a prisão do padre Robson e de mais três pessoas ligadas a ele nove meses após a conversa com o advogado Cláudio Pinho ter sido revelada.

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Na última sexta-feira (4), a Justiça suspendeu a decisão da 1º Câmara Criminal do dia 6 de outubro que trancava o inquérito contra o padre Robson de Oliveira Pereira, fundador e ex-presidente da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). Com isso, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) fica autorizado a retomar as investigações contra o religioso por suspeita de uso da Afipe e laranjas para fins criminosos.

A retomada das investigações ocorre menos de dois meses após a decisão do desembargador Nicomedes Domingos Borges, que foi acompanhada pela turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Na ocasião, Nicomedes entendeu que não existiam provas suficientes de que o Padre Robson, alvo da Operação Vendilhões, havia utilizado dinheiro de doação de fiéis para fins impróprios.

Na época, o MP-GO chegou a criticar a decisão e declarou que a Justiça havia sido induzida ao erro pela defesa. “A gente entende que essas compras são lícitas. A nossa questão sempre foram os desvios feitos a partir de muitas das compras realizadas. Os argumentos utilizados no habeas corpus não podem ser vinculados ao tema da investigação, já que são assuntos diferentes. A decisão tranca a investigação, mas a apuração não tem nada a ver com o que foi abordado no pedido de habeas corpus”, afirmou, na ocasião, o promotor Sebastião Marcos Martins.

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No entanto, na sexta-feira da última semana, o presidente do TJ-GO, desembargador Walter Carlos Lemes, suspendeu os efeitos da decisão da 1º Câmara Criminal. Para o presidente, enquanto couber recursos previstos na legislação, o trancamento da denúncia pode causar “danos graves e de difícil reparação”.

Ainda conforme Lemes, com a decisão da 1ª Câmara, os promotores do MP-GO envolvidos no caso do Padre Robson ficaram impedidos de investigar, sem que ao menos fossem ouvidos no habeas corpus – meio pelo qual ocorreu o trancamento.

Questionado sobre a decisão do presidente do TJ-GO, o MP-GO declarou que ainda não foi notificado dela.

Em nota, a defesa do padre Robson disse que a decisão anterior continua intacta e que a verdade prevalecerá. Veja:

“Para a defesa, a decisão que reconheceu não haver qualquer ilegalidade na AFIPE continua intacta, até porque é a verdade. Assuntos internos da AFIPE são de interesse exclusivo dela e não do MP. A decisão referida apenas faz com que se aguarde a confirmação, pelo STJ, do Habeas Corpus, concedido pelo TJGO, nada além disso. A verdade prevaleceu e prevalecerá”.

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