A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou um destaque do PP que prevê a implementação do voto impresso nas eleições brasileiras. A medida foi aprovada por 14 votos contra 12, apesar de já ter sido considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O texto aprovado estabelece que, após a confirmação dos votos, a urna eletrônica imprimirá o registro de cada voto, que será depositado automaticamente em um local lacrado. O processo de votação só será concluído após o eleitor confirmar a correspondência entre o teor de seu voto e o registro impresso.
A oposição justificou a medida alegando que busca “pacificar o país” e aumentar a confiança no sistema eleitoral. No entanto, o relator da matéria, senador Marcelo Castro, argumentou que o sistema eletrônico atual é seguro e que nunca foi comprovada qualquer fraude em quase 30 anos de uso.
O projeto ainda precisa ser analisado no plenário do Senado e, se aprovado, precisará ser sancionado até um ano antes da próxima eleição para valer. A medida também precisará ser analisada novamente pela Câmara dos Deputados devido às alterações feitas no texto original.
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