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Garoto que ficou com sequelas após parto sem assistência de anestesista e pediatra deverá receber indenização de R$ 180 mil

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Uma família de Vianópolis, no leste goiano, deve receber R$ 180 mil de um hospital e também de um médico a título de indenização 11 anos depois de a mãe fazer o parto sem ter assistência de anestesista e pediatra. Segundo a decisão judicial, por causa da falta de assistência desses médicos na cesárea, hoje a criança não fala, não anda e precisa de cuidados constantes.

No processo, o hospital e o médico obstetra que fez o parto contestam a versão da família e dizem que o neném nasceu em boas condições de saúde de um procedimento sem qualquer intercorrência. O hospital também defendeu que a paciente não contratou o serviço de pediatria, apenas a cesárea.

A juíza Marli de Fátima Naves determinou o pagamento de indenização à família porque entendeu que o hospital e o médico assumiram riscos ao fazer o parto sem a presença de pediatra e de um anestesista na sala.

Ao dar a sentença, a juíza disse ainda que “os prejuízos de ordem imaterial, inerentes a dignidade, honra e reputação da vítima” foram causados pela ausência do pediatra na sala de parto. Segundo ela, essa ausência retardou o diagnóstico precoce e que o atendimento adequado poderia ao menos minimizar as consequências.

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A mãe disse que entrou com o processo porque teve uma gestação normal, tendo feito exames com 7, 20 e 31 semanas que não indicaram qualquer problema de saúde no bebê, mas que, por causa da falta de assistência no parto, o filho teve sequelas irreparáveis.

Conforme relato da mãe no processo, ela fez a cesárea só com a presença do obstetra e de uma auxiliar de enfermagem, diferente do que o hospital tinha informado, de “que a presença dos profissionais especializados seria a garantia de sucesso do procedimento, especialmente do pediatra”.

Também segundo depoimento da mãe, o filho nasceu sem chorar, vomitando e com fezes. Ela disse ainda que três dias depois do parto, quando já estava em casa, o bebê entrou em coma.

Ainda na decisão, a mulher conta que levou o bebê a outro hospital, onde ele foi diagnosticado com um acúmulo anormal de sangue entre o cérebro e o crânio e operado, mas ainda precisou ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pelos dois primeiros meses de vida.

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A mãe também disse no processo que desde então o filho tem sequelas e precisa de cuidados constantes. Por causa disso ela não pode trabalhar para cuidar da criança.

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