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Judiciário

TJ-GO suspende ação contra padre Robson

Ficou reconhecido que não houve qualquer ilicitude praticada pelo religioso

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Nesta terça-feira (6), o desembargador Nicomedes Domingos Borges acompanhado pelos demais integrantes da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), arquivou a ação do Ministério Público contra o padre Robson de Oliveira, relacionado a Operação Vendilhões.

Com a decisão do TJ-GO, ficou reconhecido que não houve qualquer ilicitude praticada pelo religioso. Conforme a assessoria, o padre sempre se dispôs a esclarecer toda e qualquer dúvida sobre sua atuação na Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). Ainda segundo a assessoria, a volta do padre em ações da igreja, fica sobre decisões internas, tanto das arquidioceses de Goiânia, quanto da associação.

A defesa do padre Robson, questionou se o volume do ativo da associação seria suficiente para uma investigação. “Não seria”, ele afirmou e continuou “Dinheiro de fiéis aplicado na evangelização. Se não há crime antecedente não há lavagem de dinheiro. Como é gerido o dinheiro da associação, só deve caber a associação”.

Veja a decisão aqui

O advogado Pedro Paulo de Medeiros lembrou ainda que a Operação Vendilhões só teve início após o padre ser extorquido, e disse “era extorquido. Com base na extorsão é que hoje enseja a investigação”.

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O desembargador Nicomedes Domingos Borges discordou da ilicitude da prova, mas afirmou que o estatuto da associação permite variados investimentos com o dinheiro doado pelos fiéis. “Quem deixou no banco, perdeu dinheiro com a alta do dólar. E a Afipe investiu em fazendas, imóveis dos mais variados, TV, etc”.

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