O Poder Judiciário goiano negou o pedido de liberdade para o médico preso suspeito de agredir e atirar contra a namorada no estacionamento de um hospital em Goiânia. Ele se feriu durante a briga, chegou a ser levado ao hospital, mas foi levado para a delegacia após receber alta. A vítima retirou a denúncia contra o companheiro.
A defesa de Márcio Antônio Barreto Rocha argumentou que a manutenção da prisão era desnecessária porque o médico estava com uma doença psiquiátrica e que a própria vítima alegou que o suspeito não ofereceria risco a ela.
Na decisão o juiz de direito Jesseir Coelho de Alcântara apontou “o ‘modus operandi’ adotado pelo réu, que se mostrou extremamente violento, evidenciando a gravidade em concreto do delito e a necessidade de se resguardar a ordem pública”.
Além disso, o Jesseir Coelho afirmou que, apesar dos problemas citados no pedido do médico, Márcio Antônio exercia plenamente a profissão de médico e tinha capacidade para realizar seus afazeres, “indicando possuir total discernimento sobre as suas ações”.
“A vítima nos relatou que, no momento da discussão, ele saca a arma e coloca na boca dela. Ela tenta se abaixar e, ao mesmo tempo, ela segura o cano da arma, que fez com o que os disparos atingissem a parte inferior do corpo da mulher e do médico”, relatou a delegada.
No depoimento, a empresária também disse que já sofreu outros tipos de violência do namorado, mas que nunca o denunciou porque tinha medo dele. Já no dia 29 de setembro, a mulher retirou a queixa por acreditar que a discussão no estacionamento aconteceu devido a uma situação pontual. Apesar disso, a Polícia Civil (PC) continua com as investigações.
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