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Judiciário

Família de vítima de Rubiataba que foi assassinada pede justiça após suspeitas deixarem presídio

A DGAP afirmou que as duas mulheres que foram colocadas em liberdade estão sendo monitoradas com tornozeleira eletrônica. A vítima foi morta no dia 28 de dezembro de 2021.
A vítima Luiz Fernando Alves Chaves tinha 40 anos e era dono de Cartório de Registro de Imóveis de Rubiataba.

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Os familiares de Luiz Fernando Alves Chaves que foi morto após ser sequestrado em casa em Rubiataba no Vale do São Patrício, pedem justiça. Conforme a sua tia, Regiane Silva Sousa, a ex-esposa do cartorário e a irmã dela deixaram a cadeia e a família luta para que elas voltem.

De acordo com a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), as duas não estão em presídios, mas cumprem pena e são monitoradas com tornozeleira eletrônica. Conforme a Polícia Civil (PC), a esposa é suspeita de encomendar o crime com o intuito de ficar com os bens do casal e dinheiro do seguro de vida. Já o envolvimento da irmã dela no crime não foi divulgado.

“O sentimento que ficou foi de injustiça. Ele tinha três filhos com ela que ficaram órfãos. Agora elas saíram, estão promovendo festa, estourando champanhe. Enquanto isso ele está morto”, disse Regiane.

Os familiares organizam uma manifestação para pedir justiça, marcada para acontecer no dia 5 de novembro às 9h, no Ginásio Amando Grecco na cidade de Trindade.

“É uma forma de pedir para que revejam a decisão e chamar a atenção do tribunal”, disse Marco Aurélio Chaves, de 37 anos, irmão da vítima.

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Marco Aurélio chegou a dizer que teme pela integridade física da família. “A gente tem receio. Se elas tiveram coragem de tirar a vida do meu irmão, poderia fazer algo conosco também”, desabafou.

Segundo Aurélio, o irmão, que completaria 41 anos nesse ano, deixou três filhos, fruto do relacionamento com a acusada: um casal de gêmeos de 6 anos e uma menina de 4.

“Ele era um excelente pai. As crianças às vezes lembram dele, perguntam sobre ele”, disse. “Ele era tranquilo, convivia com muita gente. Todos acham injusto”, finalizou.

O crime

O cartorário foi morto no dia 28 de dezembro de 2021. Além da esposa e da irmã dela, outras pessoas foram presas, incluindo os supostos executores do crime.

Conforme as investigações, os executores tinham os controles dos portões da casa da vítima e chegaram a pé ao local. A esposa havia saído com os filhos do casal – gêmeos de 3 anos e um menino de 5 – para a igreja.

“A vítima estava estudando para um concurso. Os vizinhos o ouviram falando que não chamaria a polícia, mas que o preservasse por ser pai de três crianças. A mãe nunca ia à igreja e, justo naquele dia, inventou essa história para ter cobertura”, disse o delegado da PC, Marcos Adorno responsável pelas investigações.

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Ainda de acordo com Adorno, os dois executores amarraram as mãos da vítima com um enforca-gato e o amordaçaram com um pano. O delegado disse que os vestígios apontam que um dos homens dirigiu a caminhonete do próprio cartorário para o local na zona rural onde o corpo foi encontrado, enquanto o outro foi responsável por matar a vítima a tiros. A caminhonete e a arma foram encontradas e apreendidas pela polícia.

Adorno disse também que na combinação entre os autores, o motorista receberia R$ 1 mil como pagamento e R$ 300 para combustível, enquanto o atirador ficaria com a caminhonete roubada durante o crime e mais R$ 5 mil.

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