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Justiça

Negado habeas corpus de Nei Castelli, suspeito de mandar matar advogados em Goiânia

O fazendeiro é acusado de ser mandante do crime contra os advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, após ter perdido uma disputa judicial.

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de habeas corpus do fazendeiro Nei Castelli, suspeito de mandar matar os advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis dentro de um escritório, em Goiânia. A decisão foi proferida pelo ministro Og Fernandes, na segunda-feira (30).

Neste pedido de Habeas Corpus negado nesta semana, a defesa alega que o “paciente é vítima de constrangimento manifestamente ilegal, consubstanciado em manutenção de prisão preventiva ilegal vez que ausentes a contemporaneidade e demonstração da necessidade da medida extrema no atual momento processual”.

O advogado de defesa de Nei Castelli, Renato Armiliato Dias disse que “O indeferimento da liminar do Habeas Corpus no STJ foi recebido com surpresa pela Defesa, uma vez que o Sr. Nei está preso há mais de 2 (dois) anos, sendo que até o momento, sequer houve sentença de primeiro grau”, alegou.

Ao ser questionado sobre as questões recursais, o advogado explicou que no momento irá aguardar o mérito junto à turma do STJ.

Para o advogado da acusação, Luís Alexandre Rassi, “não há razão para a soltura de Nei Castelli, visto que está envolvido em um dos crimes de maior repercussão no estado de Goiás. A Justiça segue cumprindo o seu papel em indeferir os requerimentos impetrados pela defesa do acusado”.

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Condenação

Em maio de 2022, Pedro Henrique Martins Soares, acusado de matar os advogados Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47, foi condenado a 45 anos, seis meses e dez dias de reclusão em regime fechado. A sentença foi proferida pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas. Além dele, os demais réus também serão levados a júri popular. Em todo o processo, ainda serão julgados três réus, sendo um deles o próprio Nei Castelli, como mandante do crime.

Já Cosme Lompa Tavares é apontado como o responsável por intermediar a negociação entre Castelli, Martins e Gomes, e contratar os executores do crime. Ele foi preso em 9 de novembro em Palmas (TO) e vai responder por roubo e duplo homicídio qualificado.

Há ainda Hélica Ribeiro Gomes, que seria a namorada de Pedro Henrique Martins. Ela foi presa em 9 de novembro de 2020, em Porto Nacional (TO), e é acusada por favorecimento pessoal, tendo sido apontada como responsável por ajudar o namorado após o crime cometido em Goiânia.

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Relembre o caso 

Os advogados foram mortos em 28 de outubro de 2020, dentro do escritório de advocacia deles, no Setor Aeroporto, em Goiânia. Segundo as investigações, ele teria encomendado o crime após ter perdido um processo de posse de terra – declarada no valor de R$ 46 milhões – para as vítimas.

Além dele, outras três pessoas envolvidas no crime também foram denunciadas pelo crime, incluindo um dos executores, a namorada dele e um intermediador. Outro homem apontado como executor foi morto em troca de tiros com a polícia.

Nei foi preso temporariamente no dia 17 de novembro. A defesa chegou a entrar com um pedido de soltura, negado seis dias depois. Um mês depois, a prisão foi convertida para preventiva.

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