A advogada Amanda Partata Mortoza, presa desde dezembro de 2023 por envenenar e matar o ex-sogro Leonardo Pereira Alves e a mãe dele, Luzia Tereza Alves, compareceu a uma audiência nesta quinta-feira (5) para responder por extorsão, perseguição, ameaça, calúnia, falsidade ideológica e falsa identidade contra o ex-namorado.
Conduzida pelo juiz Luciano Borges da Silva na comarca de Goiânia, a instrução ouviu duas testemunhas de acusação, mas Amanda optou pelo silêncio devido a condições psicológicas alegadas pela defesa.
O magistrado encerrou a fase de instrução e abriu prazos para alegações finais: Ministério Público tem 5 dias, seguido pela assistência de acusação e defesa.
A defesa, por meio do advogado Rodrigo Faucz, afirma que as acusações são infundadas e destaca problemas de saúde mental da ré, pedindo tratamento adequado.
Os fatos ocorreram entre julho e setembro de 2023, após o fim do namoro com Leonardo Pereira Alves Filho: Amanda fez contatos obsessivos de mais de 100 números, simulou gravidez, exigiu dinheiro e ameaçou denúncias falsas de assédio.
Ela usou linhas telefônicas em nome de terceiros para perseguição e extorsão, configurando falsidade ideológica, em atos que precedem os homicídios por envenenamento com bolo de pote.
O processo tramita separadamente do duplo homicídio qualificado e tentativas de homicídio, revelando padrão de conduta intimidatória segundo o MP-GO.
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