O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) intensifica esforços preventivos diante do crescimento alarmante de feminicídios no estado, muitos seguidos de suicídio dos agressores, o que impede punições efetivas. Nos dois primeiros meses de 2026, Goiás já registra 13 casos, apesar da queda geral na criminalidade.
A juíza Patrícia Dias, coordenadora do Observatório do Feminicídio e Violência Doméstica Contra a Mulher do TJGO, alerta para os suicídios como forma de “evasão de responsabilidade”, demandando ações antes que os crimes ocorram. Exemplos recentes incluem o policial penal Rogério Naves e o secretário Thales Machado, de Itumbiara, que tiraram a própria vida após os ataques.
Em 23 de fevereiro, o observatório aprovou um plano para março, com integração entre Judiciário, Ministério Público e polícias para fiscalizar medidas protetivas da Lei Maria da Penha. Iniciativas adicionais preveem visitas educativas a 15 escolas no Dia Internacional da Mulher e vídeos conscientizadores em jogos de futebol pelo Juizado do Torcedor.
Goiás viu alta de 6% nos feminicídios em 2025, contrastando com reduções em outros indicadores criminais, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo e dissuasão para que agressores hesitem antes de agir.
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