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Operação Zaratustra

Deputado Iso Moreira e outros cinco alvos de operação têm R$ 10,5 milhões bloqueados pelo Poder Judiciário

Os filhos do político, assessores, ex-prefeito, além do próprio parlamentar, foram investigados em setembro deste ano pelo desvio de milhões de reais na prefeitura de Alvorada do Norte

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O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), através do juiz de direito Pedro Henrique Guarda Dias, decidiu pelo bloqueio de R$ 10,5 milhões do deputado estadual Iso Moreira (DEM) e de outros cinco investigados na Operação Zaratustra, que apurou em setembro deste ano o desvio de dinheiro na prefeitura de Alvorada do Norte, município do Nordeste goiano.

A decisão foi em uma Ação Civil de Improbidade Administrativa movida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), que também é responsável pela operação. Conforme a decisão liminar, a indisponibilidade de bens dos requeridos visa assegurar o integral ressarcimento ao patrimônio público até julgamento final da medida judicial.

Conforme o MP-GO, estão envolvidos no esquema os filhos do deputado estadual, Aloísio Moreira dos Santos Júnior e Alessandro Moreira dos Santos, além dos assessores Carlos Alberto Alves Dourado, Humberto Carlos Teixeira e o ex-prefeito da cidade, David Moreira de Carvalho – que já foi condenado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM-GO) no pagamento de multa, em auditoria voluntária no município de Alvorada do Norte, quando foi detectado o pagamento de despesas com combustíveis em dissonância ao efetivamente gasto (superfaturamento), de janeiro a setembro de 2013, referente ao contrato n. 23/2013 e ao 3ª termo aditivo do contrato n. 015/2010. Veja a decisão judicial integral clicando aqui

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A Operação Zaratustra foi deflagrada no dia 3 de setembro para apurar o suposto desvio dos cofres da Prefeitura de Alvorada do Norte. A família de Iso está no comando do município há 20 anos. O parlamentar é apontado como “maestro” das ilegalidades praticadas.

O alvo do MP-GO é o revezamento de sócios de um posto de combustível, que pertence atualmente ao deputado, para possibilitar contratos com a gestão pública. Foram 13 mudanças no contrato social do Auto Posto Serra Bonita com utilização de supostos laranjas para, segundo a investigação, burlar de 2003 a 2016 a Lei de Licitações, que impede compras de empresas de agentes públicos.

Durante sessão na Assembleia Legislativa de Goiás no dia 8, Iso qualificou a operação como “politiqueira e eleitoreira”. “Estou estarrecido. Vemos bandidos soltos e nada é feito. E um juiz dá um cheque em branco para um promotor”, afirmou Isso Moreira.

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