Após passar por audiência de custódia neste sábado (11), o homem suspeito de manter uma adolescente de apenas 13 anos em cárcere privado e sem comida por três dias, em Goiânia, obteve o benefício da liberdade provisória. O suspeito havia sido preso em flagrante na última sexta-feira (10), após a vítima, que foi encontrada com dentes e ossos quebrados, conseguir fugir e pedir ajuda.
A decisão foi proferida pela juíza de direito Patrícia Machado Carrijo, que entendeu que não existiam “elementos concretos de que em liberdade possa atentar contra a ordem pública, dificultar a instrução processual ou obstruir a aplicação da lei penal”.
Patrícia concedeu a liberdade provisória ao suspeito mediante o cumprimento de medidas cautelares tais como monitoramento eletrônico pelo período de 120 dias com botão do pânico em favor da vítima e comparecimento mensal em juízo.
A magistrada também aceitou o requerimento da vítima e concedeu medida protetiva contra o suspeito. Em decorrência disso, ele fica impedido de se aproximar mais de 500 metros dela ou de manter contato com ela por quaisquer meios de comunicação.
Além do crime enquadrado na Lei Maria Penha, o homem já tinha passagem por tráfico de drogas. No entanto, o Poder Judiciário arquivou o inquérito por falta de provas.
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