Nesta (21), Amanda Partata Mortoza de 31 anos, que é suspeita de envenenar o pai e a avó do ex-namorado, passou por uma audiência de custódia. Mesmo após a defesa de Amanda tentar argumentar irregularidades na ação policial, o juiz de direito André Reis Lacerda determinou que a prisão temporária fosse mantida.
Amanda segue presa na casa do albergado na capital, enquanto o inquérito policial sobre o duplo homicídio é concluído pela Polícia Civil (PC).
De acordo com a PC, até o momento as investigações apontam que Amanda envenenou Leonardo Pereira Alves de 58 anos e Luzia Tereza Alves de 86 anos, por não aceitar o término do namoro com o filho de Leonardo.
Na ocasião da audiência, a suspeita foi entrevistada e questionada sobre diversas situações anteriores e posteriores ao crime. Ela afirmou que já fez tratamento psiquiátrico para reverter quadros de bulimia, anorexia e depressão. Inclusive confirmou que já teria tentado se matar em outras situações ingerindo doses de remédios. “Essa história acabou com a minha vida”, declarou.
Amanda também respondeu que sofreu agressão no momento em que agentes da PC cumpriram o mandado de prisão temporária. Ela destacou que sofreu agressão física, recebeu tapas no rosto, e que o uso de algemas a teria machucado.
Quando à declaração de agressão, o juiz disse que não poderia confirmar indícios de ocorrência de tortura ou maus tratos à acusada e solicitou que a Corregedoria da Polícia Civil seja comunicada para averiguar. Também foi solicitado que Amanda fosse colocada em uma cela separada, caso fosse necessário. A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) foi recomendada para realizar avaliação médica e psicológica na suspeita.
Desta forma, o juiz homologou o cumprimento do mandado de prisão, tendo em vista que foram cumpridos os termos legais, onde determinou a distribuição do procedimento ao Magistrado de Plantão da Macrorregião 01 da Comarca de Goiânia e que fossem adotadas providências em relação à situação prisional de Amanda.
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