Pesquisar
Close this search box.
Justiça

Sargento da PM é condenado à 10 anos e 4 meses por tráfico e armas ilegais em operação ligada a duplo homicídio

A decisão da juíza da 2ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia saiu nesta semana, após investigações iniciadas em maio de 2025, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a um duplo homicídio em Goiânia.
Tiago Borges Dwornik durante audiência de instrução na Justiça (Reprodução)

publicidade

O 1º sargento da Polícia Militar de Goiás (PM-GO), Tiago Borges Dwornik, de 46 anos, foi condenado a 10 anos e 4 meses de prisão em regime inicialmente fechado por tráfico privilegiado de drogas e posse irregular de munição de uso restrito. A decisão da juíza da 2ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia saiu nesta semana, após investigações iniciadas em maio de 2025, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a um duplo homicídio em Goiânia.

A operação revelou um arsenal de itens ilícitos na residência do militar, localizada em Aparecida de Goiânia: 2,1 kg de maconha prensada, 400 g de cocaína, duas balanças de precisão, uma pistola .40 com 29 cartuchos intactos (sendo 14 de uso exclusivo das Forças Armadas), carregadores extras e R$ 11 mil em espécie. Dwornik dividia a casa com outro PM, o tenente aposentado Marcos Vinícius de Paula, também investigado no caso dos assassinatos de um casal espanhol em férias na capital goiana.

Os homicídios ocorreram em julho de 2022, quando o casal foi sequestrado e morto por membros de facções criminosas rivais. Dwornik e o colega eram suspeitos de envolvimento, o que levou à busca que desmantelou o ponto de tráfico. A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) destacou que o sargento, lotado no 1º Batalhão da PM em Goiânia, usava a residência para armazenar e comercializar entorpecentes, configurando corrupção policial.

Leia Também:  Cinco pessoas morrem e três ficam feridas após grave acidente na GO-060

A juíza considerou agravantes como o uso de bem de família para crime e a condição de policial, mas reconheceu atenuantes pelo tráfico “privilegiado” (sem violência). A pena soma 8 anos por tráfico e 2 anos e 4 meses por munições. A defesa recorreu, e Dwornik segue em liberdade provisória até o trânsito em julgado, sem afastamento das funções por enquanto.

O caso expõe vulnerabilidades na corporação goiana, com ao menos cinco PMs investigados por tráfico nos últimos anos. A PM-GO abriu processo administrativo disciplinar (PAD) contra o sargento.

Você tem WhatsApp? Entre em um dos canais de comunicação do JORNAL DO VALE para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens, clique aqui

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

 

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade